Voltar Cris Oliveira
Defesa Civil alerta para construções
em áreas de risco
CHUVAS
Municípios em alerta
Chegada de nova frente fria e temporais de verão movimentam as Defesas
Civis da região

       SUL FLUMINENSE - A chegada de uma nova frente fria na região e os temporais de verão que têm atingido os municípios nos últimos dias deixaram as as Defesas Civis em alerta. A primeira chuva do ano assustou milhares de pessoas, principalmente as que residem em localidades ribeirinhas. Na maioria das cidades não foram registradas ocorrências de urgência. É o caso de Volta Redonda, que a exemplo dos anos anteriores está suportando bem as tempestades, de acordo com a Defesa Civil.
      Segundo informações de técnicos da Defesa Civil da Cidade do Aço, o município suportou bem as chuvas. Lembraram eles que o temporal de domingo não deixou residências em situação de risco e muito menos causou desmoronamento, desabamento de casas ou quedas de barreiras. Mesmo assim, segundo os técnicos, o órgão continua atuando e fiscalizando a cidade, principalmente as áreas consideradas de risco, como a parte alta dos bairros Vila Brasília, Belo Horizonte, Verde Vale e outros, que mesmo diante das obras de urbanização podem ser afetadas pelas chuvas.
      Os técnicos da Defesa Civil de Volta Redonda informaram que o temporal de domingo não causou estragos porque não foi acompanhado de vento. Garantem que, sendo assim, o risco de desabamentos e outros incidentes são menores. Eles lembram também que por causa das previsões de muita chuva para a estação do verão o alerta é geral. Por isso, a Defesa Civil conta com uma equipe treinada para qualquer eventualidade. As residências ribeirinhas também estão sendo fiscalizadas diariamente pela equipe.

      BARRA MANSA - De acordo com o assistente da Defesa Civil de Barra Mansa, Antônio Marcos Lopes, nenhuma ocorrência relacionada às chuvas das últimas 24 horas foi registrada. Ele informou que somente na sexta-feira alguns moradores acionaram o órgão por causa da queda de galhos de árvores na rede elétrica. “Passamos o caso para a Light para que o problema fosse solucionado. De resto nada mais grave aconteceu”, explicou Lopes, alertando que para evitar maiores problemas com a chuva é necessário que as pessoas tenham consciência. A orientação é para que as pessoas residentes nas margens dos rios não façam escavações irregulares, não construam em áreas consideradas de riscos.
      Ele lembrou que com essas precauções estarão evitando acidentes graves, pois as piores ocorrências durante o período de chuva acontecem por causa das construções irregulares em áreas de riscos, falta de profissionais habilitados e ainda pela falta de autorização da prefeitura.
Segundo o assistente da Defesa Civil, a população não deve jogar lixo nas encostas e muito menos nos rios e córregos, pois tal ação colabora para os desmoronamentos, desabamentos e alagamentos. Aconselha os moradores das áreas de risco limpar diariamente as calhas de águas pluviais e os das encostas a criarem valas para captar e direcionar as águas pluviais para evitar alagamentos.
      Em Barra Mansa, os bairros mais atingidos pelas chuvas têm sido Paraíso de Cima e Boa Sorte. Em relação aos alagamentos, os pontos citados pelos assistentes da Defesa Civil são Roberto Silveira e os bairros localizados à beira dos rios Barra Mansa, Paraíba, Bananal e Bocaina. Por essa razão, pede cuidado dos moradores. “As pessoas devem evitar jogar lixo nos rios para evitar mais alagamentos já que é comum no verão a elevação das águas”, ressaltou.
Cloves Alves
O TANGARÁ é uma das regiões de risco, segundo a Defesa Civil


       RESENDE - Com o mau tempo a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Resende também está em alerta, mediante o ocorrido no mês passado, quando uma forte chuva deixou 12 famílias em situação de riscos, no distrito de Engenheiro Passos, naquela que foi a terceira maior chuva do ano.
      Segundo o coordenador da Defesa Civil, Nelson Martins Siqueira, o trabalho de prevenção é realizado anualmente, apesar das dificuldades da coordenadoria. Faltam viaturas e instalações adequadas para os técnicos trabalharem. Um dos grandes avanços da Defesa Civil em 2005 foi proteger a comunidade do Alto dos Passos contra queda de imóveis. Pelo menos três casas desocupadas, no Beco 2, que geram risco de desabamento foram demolidas cumprindo assim, uma determinação judicial expedida desde 2003. Os números de processos de situações de risco foi reduzido de 368 em 2004 para 45, em 2005.
      Segundo a Defesa Civil o Parque Ipiranga e o Tangará (Jardim Brasília II) são as principais áreas de risco da cidade. “No Ipiranga será feita a recuperação de uma ponte e no Tangará teremos obras de contenção de encostas”, disse Nelson Siqueira, lembrando que a Câmara de Vereadores repassou R$ 300 mil para a contenção de encostas no Tangará e a Prefeitura já está licitando a empresa responsável pela obra. Em 2003 diversas famílias tiveram seus imóveis danificados com a queda de barranco.