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Defesa
Civil alerta para construções
em áreas
de risco |
Municípios
em alerta
Chegada de
nova frente fria e temporais de verão movimentam as Defesas
Civis da região |
SUL
FLUMINENSE - A chegada de uma
nova frente fria na região e os
temporais de verão que têm
atingido os municípios nos últimos
dias deixaram as as Defesas Civis em alerta.
A primeira chuva do ano assustou milhares
de pessoas, principalmente as que residem
em localidades ribeirinhas. Na maioria
das cidades não foram registradas
ocorrências de urgência. É o
caso de Volta Redonda, que a exemplo dos
anos anteriores está suportando
bem as tempestades, de acordo com a Defesa
Civil.
Segundo informações de técnicos
da Defesa Civil da Cidade do Aço,
o município suportou bem as chuvas.
Lembraram eles que o temporal de domingo
não deixou residências em
situação de risco e muito
menos causou desmoronamento, desabamento
de casas ou quedas de barreiras. Mesmo
assim, segundo os técnicos, o órgão
continua atuando e fiscalizando a cidade,
principalmente as áreas consideradas
de risco, como a parte alta dos bairros
Vila Brasília, Belo Horizonte, Verde
Vale e outros, que mesmo diante das obras
de urbanização podem ser
afetadas pelas chuvas.
Os técnicos da Defesa Civil de Volta
Redonda informaram que o temporal de domingo
não causou estragos porque não
foi acompanhado de vento. Garantem que,
sendo assim, o risco de desabamentos e
outros incidentes são menores. Eles
lembram também que por causa das
previsões de muita chuva para a
estação do verão o
alerta é geral. Por isso, a Defesa
Civil conta com uma equipe treinada para
qualquer eventualidade. As residências
ribeirinhas também estão
sendo fiscalizadas diariamente pela equipe.
BARRA MANSA - De acordo com o
assistente da Defesa Civil de Barra Mansa,
Antônio
Marcos Lopes, nenhuma ocorrência relacionada às
chuvas das últimas 24 horas foi
registrada. Ele informou que somente na
sexta-feira alguns moradores acionaram
o órgão por causa da queda
de galhos de árvores na rede elétrica. “Passamos
o caso para a Light para que o problema
fosse solucionado. De resto nada mais grave
aconteceu”, explicou Lopes, alertando
que para evitar maiores problemas com a
chuva é necessário que as
pessoas tenham consciência. A orientação é para
que as pessoas residentes nas margens dos
rios não façam escavações
irregulares, não construam em áreas
consideradas de riscos.
Ele lembrou que com essas precauções
estarão evitando acidentes graves,
pois as piores ocorrências durante
o período de chuva acontecem por
causa das construções irregulares
em áreas de riscos, falta de profissionais
habilitados e ainda pela falta de autorização
da prefeitura.
Segundo o assistente da Defesa Civil, a
população não deve
jogar lixo nas encostas e muito menos nos
rios e córregos, pois tal ação
colabora para os desmoronamentos, desabamentos
e alagamentos. Aconselha os moradores das áreas
de risco limpar diariamente as calhas de águas
pluviais e os das encostas a criarem valas
para captar e direcionar as águas
pluviais para evitar alagamentos.
Em Barra Mansa, os bairros mais atingidos
pelas chuvas têm sido Paraíso
de Cima e Boa Sorte. Em relação
aos alagamentos, os pontos citados pelos
assistentes da Defesa Civil são
Roberto Silveira e os bairros localizados à beira
dos rios Barra Mansa, Paraíba, Bananal
e Bocaina. Por essa razão, pede
cuidado dos moradores. “As pessoas
devem evitar jogar lixo nos rios para evitar
mais alagamentos já que é comum
no verão a elevação
das águas”, ressaltou.
| Cloves Alves |
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O
TANGARÁ é uma das regiões
de risco, segundo a Defesa Civil |
RESENDE - Com
o mau tempo a Coordenadoria Municipal de
Defesa Civil de Resende também
está em alerta, mediante o ocorrido
no mês passado, quando uma forte
chuva deixou 12 famílias em situação
de riscos, no distrito de Engenheiro Passos,
naquela que foi a terceira maior chuva
do ano.
Segundo o coordenador da Defesa Civil,
Nelson Martins Siqueira, o trabalho de
prevenção é realizado
anualmente, apesar das dificuldades da
coordenadoria. Faltam viaturas e instalações
adequadas para os técnicos trabalharem.
Um dos grandes avanços da Defesa
Civil em 2005 foi proteger a comunidade
do Alto dos Passos contra queda de imóveis.
Pelo menos três casas desocupadas,
no Beco 2, que geram risco de desabamento
foram demolidas cumprindo assim, uma determinação
judicial expedida desde 2003. Os números
de processos de situações
de risco foi reduzido de 368 em 2004 para
45, em 2005.
Segundo a Defesa Civil o Parque Ipiranga
e o Tangará (Jardim Brasília
II) são as principais áreas
de risco da cidade. “No Ipiranga
será feita a recuperação
de uma ponte e no Tangará teremos
obras de contenção de encostas”,
disse Nelson Siqueira, lembrando que a
Câmara de Vereadores repassou R$
300 mil para a contenção
de encostas no Tangará e a Prefeitura
já está licitando a empresa
responsável pela obra. Em 2003 diversas
famílias tiveram seus imóveis
danificados com a queda de barranco.
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