Voltar Cris Oliveira
TRANSPORTE
Usuários reclamam de coletivos
Demora, falta de respeito dos motoristas e lotação dos carros são as principais críticas

      VOLTA REDONDA - Pouco distante do Centro da cidade, o bairro Santa Rita do Zarur sofre hoje com problemas relacionados ao transporte coletivo. Segundo usuários, há meses eles estão convivendo com o atraso dos ônibus, com a falta de respeito dos motoristas e, principalmente, com a superlotação dos carros, uma constante. Os reclamantes garantem que passam quase uma hora nos pontos à espera de um ônibus que quando chega está cheio.
      A doméstica Ana Rita Martins Souza, 44 anos, está na lista dos usuários prejudicados. Segundo ela, que mora no Santa Rita e trabalha em uma residência no bairro Aterrado, por muitas vezes já chegou atrasada no serviço por causa da demora do ônibus. Ela conta que já está com vergonha da patroa de tanto chegar atrasada ao serviço e lembra que na volta para a residência a situação é a mesma. Na tarde da última sexta-feira, ficou mais de uma hora no ponto. “Cheguei ao ponto do Aterrado por volta das 17h45min e somente às 18h50min passou um ônibus, ainda assim lotado. O pior foi quando o ônibus partiu e em seguida arrancou, quase atropelando as pessoas que estavam comigo. É uma falta de respeito muito grande com o usuário que, além de esperar muito tempo no ponto é obrigado a conviver com o desrespeito de alguns motoristas”, reclama, ressaltando ainda a superlotação dos coletivos. “Por causa do não cumprimento de horário, quando chegam aqui ao Aterrado os ônibus já estão superlotados. É por isso que alguns motoristas não param para a gente”, completa.

MESMA RECLAMAÇÃO

      Como a dona-de-casa Ana Rita, outras dezenas de usuários fazem a mesma reclamação. É o caso do aposentado Oswaldo da Cruz Oliveira, 68 anos. Ele mora no bairro Aero, todos os dias vai ao Santa Rita do Zarur para cumprir obrigações e na maioria das vezes passa quase uma hora no ponto à espera de um coletivo. Ele também reclama da superlotação. “Sei que a superlotação dos carros é por causa da demora, mas isso não deveria acontecer, já que o bairro não tem um horário só de ônibus. Falta fiscalização para o bom funcionamento do transporte coletivo”, sugere o aposentado.
      A aposentada Neiva Almeida Alves, 63 anos, residente no bairro Santa Rita, é outra que também não está nada satisfeita com a situação do transporte coletivo do bairro. Ela diz que sempre morou no Aterrado, mas que a pedido de um filho se mudou para o Santa Rita do Zarur. Para ela, em relação ao transporte coletivo foi uma mudança horrorosa. “Enquanto para o Aterrado os ônibus não demoram, para o Santa Rita é quase uma hora ou mais. Já falei para o meu filho e estou procurando casa para voltar para o Aterrado, pois não agüento mais ficar mofando no ponto de ônibus. É uma vergonha ainda ter de conviver com esse descaso. Depois querem proibir a atuação das vans”, lembra.
      De acordo com o diretor presidente da Superintendência dos Serviços Rodoviários de Volta Redonda (Suser-VR), Sebastião Faria, o bairro é atendido por duas linhas, 3405 (Santa Rita do Zarur-Jardim Amália), com intervalo de duas em duas horas e o 310 (Santa Cruz-Açude) de 1h20min em 1h20min. Faria explica que no momento não há possibilidade de alterar o quadro de horários dos ônibus para as duas linhas, mas que está prevista para este ano a implantação do Plano de Reestruturação do Sistema de Transporte Coletivo de Volta Redonda, quando o bairro Santa Rita do Zarur será servido com um microônibus em intervalos de 20 em 20 minutos.