Voltar Cris Oliveira
VOLTA ÀS AULAS
Material escolar 7% mais caro
Movimento surpreende lojistas na primeira semana do ano

       BARRA MANSA - Diversos itens que compõem a lista de material escolar ficaram até 8% mais caros este ano, em comparação com 2004. A maior alta foi constatada nos produtos que têm em sua composição o petróleo, como réguas, canetas esferográficas e apontadores. A estimativa foi divulgada ontem pela gerência de três papelarias da cidade. Segundo lojistas, o reajuste ocorreu no dia 1º de dezembro passado. Em relação aos livros didáticos, os consumidores que pretendem economizar devem se apressar e partir para as pesquisas de preços. Algumas papelarias da cidade trabalham com encomendas diretamente das editoras e quem ainda não fez os pedidos corre o risco de pagar mais caro, entre 7% e 8%, ou, ainda, ficar com a lista de material escolar incompleta, uma vez que as encomendas demoram, em média, 30 dias para ser entregues.
      Na avaliação do proprietário da Papelaria Avenida, no Centro, Ronaldo Maia Salgado Ferreira, o aumento é pequeno e não chegará a comprometer o faturamento da loja, já que outros produtos que têm o papel como matéria-prima não sofreram reajuste.
      Segundo o empresário, de modo geral as listas vão ficar mais caras não por causa do material escolar, mas em função do aumento de preço dos livros didáticos. Uma lista de material escolar do Ensino Fundamental, de uma escola particular da cidade, por exemplo, chega a custar mais de R$ 600, dependendo da quantidade de itens, principalmente livros didáticos, que em média custam R$ 70.
      “ Mesmo com o aumento, esperamos aumentar as vendas em 10% nos meses de janeiro, fevereiro e março, em comparação com o primeiro trimestre do ano passado”, diz Ronaldo, informando que a preparação da loja para o retorno das aulas começou em agosto de 2005, com o abastecimento do estoque. “As vendas serão boas, pois atendemos clientes de toda a região, de Pinheiral, Volta Redonda até Porto Real e Resende. Temos um bom estoque para suprir a demanda”, completa.
      Para o sócio-gerente da Heumaq Papelaria, no Centro, Paulo César Nogueira, os preços mantiveram-se estáveis em relação ao ano passado, ou seja, com reajuste ainda de 2003, quando aumentaram 10%. Segundo ele, o movimento na papelaria deve aumentar em torno de 30% a partir do dia 20. “Os pais estão querendo economizar na compra de material escolar. Muitos já começaram a pesquisar, temendo o aumento no preço. Mas de forma geral os artigos estão custando a mesma coisa que no ano passado”, lembra o gerente, acrescentando que planeja oferecer descontos vantajosos para atrair os clientes na semana que antecede o início do ano letivo. “Muitas pessoas sempre deixam para comprar o material escolar em cima da hora, então vamos aproveitar e oferecer descontos de 10% para aquecer as vendas”, dia. A funcionária da papelaria Arco-íris Sandra Regina Arantes acrescenta que por ser início de janeiro a procura por material escolar está superando as expectativas. Quanto ao custo, ela afirma que o preço do material varia conforme os itens da lista e a marca dos produtos. “Os lançamentos são geralmente mais caros. Cadernos e mochilas, por exemplo, dependendo da marca são muito caros, diz a funcionária, informando que este ano as linhas Hello Kitty e da Barbie, que é recordista em vendas, estão mais caras. “Os lançamentos de mochilas custam entre R$ 80 e R$ 120. Cadernos e fichários também tiveram um ligeiro aumento”, prossegue. A vendedora estima que o movimento na papelaria deva aumentar 50% em relação aos dias normais.

Preços para todos os tipos de bolsos e gostos

      Ainda que pequeno o reajuste no preço do material escolar pode representar um prejuízo para o bolso do consumidor. Cadernos, fichários, mochilas com lançamento no início do ano estão mais caros. No mercado, as linhas de produtos da Barbie, Hello Kitty, super-heróis, times de futebol e de personalidades da TV apresentam os maiores preços. Um caderno de dez matérias (200 folhas, formato 203x280mm) da Barbie custa em média R$ 16,95. O mesmo caderno da linha Hello Kitty não sai por menos de R$ 22,25. Em algumas papelarias, o produto é encontrado por R$ 26, por isso, a importância da pesquisa de preços. Na linha de personalidades e programas de TV, o custo é razoável. O preço de um caderno universitário com 96 folhas da novela Malhação, da Rede Globo, sai por R$ 7,30. Outro caderno com 96 folhas de uma matéria da marca Star custa R$ 4,62. Os artigos de times de futebol também têm custo alto: um caderno com 200 folhas da tilibra custa em média R$ 14,10.
      Um dos artigos mais caros no setor de material escolar é um caderno da nmarca Fshion Girls, com 192 folhas (formato 228x300mm, com capa acolchoada), custa em torno de R$ 33.

Cautela na compra

      Na compra dos materiais escolares a orientação aos consumidores é de que não se deixem impressionar pelo apelo visual dos produtos nem pela insistência dos filhos, pois o que não falta são lançamentos para agradar os olhos e dar prejuízo aos bolsos. As facilidades são muitas. Papelarias oferecem as mais variadas modalidades de pagamento para estimular as compras. O consumidor pode optar por compras à vista com 10% de desconto, cheques pré-datados até parcelamentos, dependendo do valor da compra. A dica é optar pela forma mais vantajosa, e evitar os parcelamentos, pois na maioria das vezes são cobrados juros.