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CAOS TOTAL
Chuvas deixam estragos
São visíveis os problemas
de infra-estrutura nos bairros devido ao último
final de semana chuvoso
BARRA
MANSA - Apesar da melhora
do tempo, ontem, o final de semana
parcialmente
chuvoso deixou algumas localidades do
município totalmente intransitáveis.
A situação em alguns locais
se complicou devido ao acesso às
ruas, localizadas em morros, ser por ônibus
e carro de passeio. Com as chuvas, as
ruas ficaram tomadas pelo barro e, com
isso, o trafego de ônibus se tornou
difícil, os bairros ficaram sem
acesso e os moradores se encontram em
situação de risco.
A Rua M, no Roselândia II, por
exemplo, está nessas condições.
Após o final de semana ela ficou
dominada por buracos e poços de água
suja. “O motorista do ônibus
que faz a linha do bairro disse que estava
com medo de dirigir no local. Na hora
de descer é um perigo o veículo
lotado de pessoas deslizar”, desabafou
a dona-de-casa Maria José de Souza
Valin, 56 anos.
Além do Roselândia, diversos
bairros afastados do Centro estão
em péssimas condições,
como Vila Independência, Getúlio
Vargas, Loteamento Chinês e Paraíso
de Cima. Esses bairros estavam totalmente
intransitáveis nos dias seguintes
as chuvas.
A moradora
da Rua 3-A do bairro Vila Independência,
Neuza da Silva Santos, dona-de-casa de
37 anos, explicou o descaso
da prefeitura. De acordo com ela, no
ano passado a prefeitura fez um trabalho
de barragem da encosta na rua que liga à 5-A,
e que a obra já esta declinando. “A
escória nada adiantou. Até para
sair de casa fica difícil. O prefeito
veio a minha casa, prometeu e nunca cumpriu
a palavra”, desabafou Neuza, acrescentando
que o local traz risco de vida para os
moradores.
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Mais descasos Os moradores da Rua São Francisco,
no bairro Paraíso de Cima, praticamente
não puderam sair de casa depois
do final de semana. A área em
dias de chuva se torna intransitável,
causando dificuldade de acesso à rua
principal e oferece risco de vida à população.
O local não tem pavimentação
e há anos uma equipe da prefeitura
começou um trabalho de limpeza
do mato na rua e logo parou a obra.
Um outro local castigado pelas chuvas
foi a Rua Porto Alegre, no Getúlio
Vargas. Em dias como a das chuvas do
final de semana, onde o resultado ainda é visível,
o morro fica idêntico a um pico
de barro. De acordo com os moradores,
na parte superior não chega água
tratada nem o ônibus consegue subir. “Nós,
que moramos, lá e cima não
temos nada. É um total esquecimento
pela prefeitura”, desabafa a dona-de-casa
Márcia Divina de Oliveira, 28
anos.
A dona-de-casa conta que na área
acontecem constantes tombos que já chegaram
a causar danos irreversíveis aos
moradores mais velhos. “Aqui parece
uma pista de deslizamento. É só chover
que o terror começa”, afirma
a moradora. O morro tem diversos buracos
e percalços que contribuem para
a dificuldade de acesso.
Os moradores da montanha utilizam mato
cortado do morro para cobrir os buracos. “A
rua é um perigo. Recentemente
uma criança daqui morreu por uma
mordida de escorpião”, enfatiza
Márcia.
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