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Cão ataca estudante em bairro

     BARRA MANSA - A estudante Rosimere Garcia dos Reis, 28 anos, moradora do bairro Cotiara, estava a caminho do trabalho, na manhã de ontem, quando foi atacada por um cachorro. O incidente ocorreu na Rua H, nº 18, na margem da Rodovia Presidente Dutra, próximo à rua principal, José Hipólito. Segundo ela, o animal pertence a um morador do bairro que costuma deixá-lo solto na parte da manhã e só retorna ao meio-dia para prender o animal.“O cachorro só obedece ao dono e avança em todo mundo que passa pela rua. Fico preocupada porque muitas crianças brincam nessa rua. Nós, adultos, podemos nos defender, e uma criança?”, questiona a estudante que foi ferida na perna, acrescentando que depois do acidente foi encaminhada à Santa Casa, onde recebeu atendimento.
     Não é a primeira vez que o cão ataca pedestres no bairro. De acordo com uma das moradoras, a auxiliar de serviços gerais Ester da Silva, 23 anos, outro incidente ocorreu há alguns meses, quando uma moça ao passar pela margem da rodovia foi mordida na perna. “Ligamos para a prefeitura, mas disseram que não era responsabilidade deles e falaram para ligarmos para o Corpo de Bombeiros. Entramos em contato disseram que viriam, mas ninguém apareceu. Tenho três filhos e eles não podem sair de casa por casa do cachorro”, reclama Ester.
     Outra moradora, Dilza Rosângela da Silva, 48 anos, diz que o animal é muito bravo. Segundo ela, houve ocasião em que o cão estava preso, se soltou da coleira e avançou nos moradores. O próprio dono do cachorro, o motorista Luiz Batista, 48 anos, confirmou o ocorrido. “Ele vivia preso, mas acabou mordendo a moça. Não sei como se soltou. Outra vez ele mordeu um homem, não foi nada grave, mas é complicado. Quero me desfazer dele. Trabalho durante a madrugada e não tenho tempo de soltar o bicho; como vive muito na coleira ele fica muito agitado”, explicou.
     De acordo com informações da Associação Protetora dos Animais na cidade, os moradores não deveriam ter procurado a prefeitura nem o auxílio do Corpo de Bombeiros, pois, fatalmente, o animal acabaria no canil da prefeitura. Segundo um dos coordenadores da associação, o animal deveria passar por um processo de readaptação em um novo local. “Nesse caso, deveria haver um trabalho de acompanhamento com o animal. Temos registrado casos parecidos e o acompanhamento surte efeito. Temos que conversar com o dono do animal, pois pode ser um caso de maus tratos”, comentou o coordenador, que preferiu não se identificar.
     A Associação Protetora dos Animais funciona na Rua Orlando Brandão, s/nº, Ano Bom, das 8 às 18 horas. O telefone para contato é 33233365.