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Integrantes
dos movimentos e pastorais assinam
documento de 40 páginas
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Documentos
sobre violência serão enviados
ao secretário de Segurança
Pública
VOLTA
REDONDA - O Movimento Resgate
da Paz, com apoio das Pastorais Carcerária,
Pacificação e da Família,
Movimento Resgate pela Paz (MEP) e Grupo
de Mães de AMA-PAZ, enviará hoje
para o secretário de Segurança
Pública do Estado do Rio de Janeiro,
Marcelo Itagiba, dois documentos. Um
sobre a violência na cidade e outro
refletindo a preocupação
dos movimentos sobre a decisão
da governadora Rosinha Garotinho de transferir
os presos da Polinter para casas de custódia.
De acordo com o coordenador do Resgate
da Paz, padre Juarez Sampaio, o dossiê sobre
a violência em Volta Redonda retrata
os números de mortes em 2005. “Foram
78 homicídios de pessoas moradoras
da cidade e mais 30 de outros municípios.
Estamos relacionando também os
casos de violência policial. No
ano passado oito pessoas foram mortas
por policiais”, diz. A expectativa
dos movimentos é obter uma resposta
positiva do secretário de Segurança
Pública, assim como providências
para os casos, tanto com relação
aos homicídios cometidos por policiais
quanto os crimes que ainda estão
impunes na cidade.
Segundo padre Juarez Sampaio, a notícia
da governadora também não
agradou aos movimentos da diocese. Com
a transferência dos presos da Polinter
para as casas de custódia, poderá ocorrer
a superlotação. Quem compartilha
da opinião é o coordenador
Diocesano da Pastoral Carcerária,
Gianfranco Orfano. O fato de vir presos
condenados para a cidade também é preocupante,
embora a notícia que o coordenador
tenha é de que ainda existem alguns
nessa situação na Casa
de Custódia. “O local foi
construído com a condição
de que não abrigaria presos condenados.
Se com a desativação virem
presos que estão aguardando julgamento,
ainda assim teremos problemas com a superlotação”,
destaca.
Esse é um problema que ainda não
afeta a Casa de Custódia de Volta
Redonda. Até sexta-feira, dia
da última visita da Pastoral Carcerária,
havia 237 presos. A capacidade é de
300. “Existem muitos presos da
região que estão na Polinter.
Esperamos que esse documento surta efeito. É preciso
consciência de que o sistema prisional
não se faz amontoando pessoas,
mas sim com dignidade”, afirma
Gianfranco Orfano.
Serão relacionadas ainda nos documentos
enviados a Marcelo Itagiba as ações
dos Movimentos Resgate da Paz e Ética
pela Política. Os dossiês
com 40 páginas foram assinados
pelos coordenadores dos movimentos e
pastorais que apoiaram a iniciativa.
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