Voltar Cris Oliveira

Mais uma empresa para integrar
o Pólo Calçadista

     RIO CLARO - Em fase de mudança e adaptações, a Passaredo, fábrica de sapatos e sandálias femininas de couro, se mudará para o município até o final do mês para se integrar ao Pólo Calçadista. A idéia da prefeitura para a criação do pólo surgiu no meio do ano passado e as empresas se instalaram com toda força. Já estão sendo produzidos na cidade cerca de mil pares de sapatos. Com a instalação da Passaredo, a expectativa é que a produção até o meio do ano chegue a dois mil. A intenção é produzir até o final de 2007 cerca de 16 mil pares de calçados.
     Instalaram-se em Rio Claro no ano passado a Rojue Calçados, Marcela Linden, Modinha Carioca - a primeira a se instalar no município - e a Rio Claro Embalagens. “O período de Natal e Ano Novo fez com que aumentasse muito a produção de sapatos. A intenção dos calçadistas é ampliar as vendas para a Costa Verde e Rio de Janeiro. O foco era a região do Médio Paraíba”, informa o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ronaldo Alves.
     De acordo com Ronaldo Alves, a prioridade da prefeitura agora é a organização da mão-de-obra. Até o momento estão empregadas cerca de 100 pessoas, entre diretas e indiretas. Com a fábrica da Passaredo serão disponibilizados mais 40 empregos diretos e provavelmente 60 indiretos. “Para a qualificação estamos esperando a verba de R$ 250 mil de emenda no Orçamento da União para a construção do Centro de Treinamento de Mão-de-obra, que será nos moldes de uma fábrica e poderá auxiliar o calçadista no trabalho e na geração de emprego”, diz.
     O secretário de Desenvolvimento Econômico frisa que existe também uma cooperativa do município que ensina a fazer sapatos. É uma iniciativa da Secretaria de Promoção Social e mobiliza pessoas de baixa renda. “O Sebrae também está dando um suporte e mobilizando e treinando os calçadistas para a criação de design”, destaca.
     No futuro, de acordo com Ronaldo Alves, a intenção é formar uma associação ou um sindicato para que os empresários fiquem integrados e não sejam concorrentes.
     A prefeitura está aguardando também a liberação de verbas do Governo do Estado para a construção dos galpões. “Vamos parar um pouco para a qualificação do pessoal, porém, mais tarde, os galpões serão essenciais para a vinda de novas empresas”, garante.
     As empresas que se instalaram no município receberam incentivos fiscais, como a isenção de impostos como IPTU por um prazo de cinco anos, dez anos para o ISS, redução do ICM de 19% para 2,5% - diminuição dada para todo o Estado do Rio pela governadora -, além de cessões de terrenos da prefeitura.