SÓ RESTA
UMA ESPERANÇA: AS MULHERES
Faltam apenas
12 meses para o encerramento desta legislatura.
Ufa! E, estamos começando o ano
em que poderemos ser hexacampeões
mundiais de futebol. O mundo se curvará definitivamente
para nós brasileiros, no futebol,
naturalmente. Nosso grupo futebolístico,
além de tecnicamente muito bom, é constituído
exclusivamente de gente de bem. Uma rara
unanimidade em nossa Pátria. Mas
não é disso que quero falar.
Parodiando Vinicius, “os homens que
me perdoem, mas eleger mais mulheres para
o Congresso é fundamental”.
Você conhece alguma congressista
dentre as nossas maravilhosas deputadas
e senadoras envolvidas em algum escândalo?
Não?
Aí reside uma necessária
e fundamental unanimidade. Cada uma com
sua ideologia, cada uma com sua identidade
partidária, porém, todas
se salvaram pela ética e pela honestidade.
Algumas foram além. Generosas, dedicadas
e competentes. Este será o ano em
que a Política Nacional, em todos
os níveis, será salva pela
mulher brasileira. Claro, se os eleitores
e eleitoras não atrapalharem, só votando
neste ano de 2006 em mulher. A mulher mãe,
filha, esposa, amiga. Votarei para o Congresso
Nacional e gostaria de votar também
para Presidente da República. Você conhece
alguma mulher que sendo eleita Presidente
da República, diante do caos político-administrativo
diria “eu não sei de nada.
Não vi nada, pergunte ao Dirceu!” Conhece?
Lógico que não, isso é coisa
de homem sem índole.
Denise, Jandira, Luciana, Zulaiê,
Raquel, Laura, Ieda, Rita, Erundina, Heloisa,
Serys, Patrícia, e a ex-deputada
injustiçada Tânia Rodrigues,
que deverá fazer parte deste time,
através da legenda do PV, quando
juntará a todas elas brigando por
uma sociedade mais justa. Sem traições,
mentiras, fraudes ou tendo que explicar
os “mal feitos”. Vamos trocar
o MENSALÃO pelo MULHERÃO.
Refiro-me às mulheres da dupla jornada,
cuidando dos filhos, dos maridos, administrando
a casa. Saindo para trabalhar, para discursar
ou não no Plenário. Mas,
permanecendo lá, vigilante, atuante, íntegra
e quando necessário, braba, e se
precisar, até dando pancada. Meu
Deus! Acho que vou recuperar minha fé na
política. Propondo começarmos
uma corrente. 2006 – o ano da mulher
Presidente.
Para isso, temos também: Miriam,
Dora, Cristiane, Thereza, Lúcia,
Rosiska, Helena, Marilú, Muraro,
Ruth, Fernanda, Heloneida, Comba, Hildete,
Maria Silvia, Fátima. Benção
mãe, boa noite vó, dorme
com Deus filha. O mestre Vinícius
de Moraes já sabia. Penso que lá de
cima vai ajudar a gente.
Proponho uma mudança na Lei Eleitoral.
As mulheres ficarem com 70% das vagas partidárias
em vez de 30. Os outros 30, divide: 15%
das vagas partidárias para os homens
e os outros 15% para os outros. Pronto.
Mito bom. Muito cuidado se votar em um
dos 15. Fora isso, não há mais
possibilidade de acreditar naqueles 300
picaretas que elegeram Severino se, em
36 meses fizeram o que fizeram e, agora,
só faltam 12 meses para o fim de
seus mandatos. Não dá mais
para acreditar nessa gente. Em 2006, só resta
mais esta esperança para ser FELIZ.
Só com as mulheres!
Célio Junger
Vidaurre
advogado
celiovidaurre@yahoo.com.br
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