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Sindicalistas pedem ajuda para Casa de Saúde São José

     VOLTA REDONDA - Se a prefeitura não pagar R$ 30 mil ao hospital, funcionários ficarão sem o salário de dezembro. Uma comissão formada por diretores do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Sul Fluminense (Sesf), liderada pela presidente da entidade, Regina Medeiros, se reuniu ontem à tarde com o prefeito Gotardo Netto (PV). Foi pedir novamente a ajuda do chefe do Executivo para que os 69 funcionários da Casa de Saúde São José recebam, ainda hoje, o salário do mês de dezembro. Para que isso seja possível é necessário que a prefeitura pague parte da dívida que tem com o hospital, num total de R$ 128 mil, de acordo com a empresa.
     " Só queremos que ele (prefeito) libere (pague) R$ 30 mil do total da dívida, que é o valor da folha de pagamento do hospital, a exemplo do que fez em dezembro e, por isso, foi possível o hospital pagar o 13º salário dos empregados", apelou Regina Medeiros, que aproveitou a ocasião para entregar uma carta de agradecimento ao prefeito. No documento a sindicalista reforça o pedido para que o prefeito repita o gesto, que classificou como de "compreensão" e "bondade".
     Regina Medeiros informou ainda que a direção da Casa de Saúde São José já comunicou ao sindicato que, como ocorreu no mês passado, não terá dinheiro em caixa para pagar os salários de dezembro dentro do prazo legal, que vence hoje, o que deverá ocorrer somente no final de fevereiro, devido ao não repasse da verba da prefeitura. Dizendo-se estressada e desgastada por ter que "brigar" e "discutir" todo mês com os proprietários da casa de saúde para consignar que eles paguem os salários dos empregados, a sindicalista afirmou que, caso a situação continue, recorrerá ao Ministério Público e à Câmara de Vereadores, para denunciar a situação e pedir ajuda. "Estamos tendo que matar um leão por mês para receber o salário. Não agüentamos mais. Somos mulheres e não podemos viver assim", lamentou.
     O prefeito prometeu tentar atender à reivindicação da sindicalista para solucionar, pelo menos por mais um mês, o problema dos empregados da casa de saúde, mas contestou o valor da dívida com o hospital. "O valor que tenho empenhado não é esse. Tem despesa aqui que ainda nem foi faturada. Mas vou ter a mesma boa vontade que tive da outra vez. Não fiz mais que minha obrigação. Mas não sei se desta vez será possível atender à revindicação de vocês. Mas farei o possível, o que estiver ao meu alcance. Da outra vez raspei o tacho. Tirei dinheiro de outras coisas. Vou ver se desta vez vai sobrar alguma raspa do tacho. Mas darei uma resposta a vocês amanhã (hoje) pela manhã", afirmou Gotardo, lembrando que a prefeitura ainda está sem orçamento - que será votado hoje pelos vereadores - por isso está com dificuldades porque é difícil fazer empenho em janeiro.
     Regina Medeiros alertou que, caso a prefeitura deposite o dinheiro após o dia 10 deste mês, os funcionários correm o risco de ficar sem pagamento, já que a conta do hospital poderá ser bloqueada pela Justiça, porque os médicos e fornecedores também estão na Justiça para receber atrasados.