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Sepe cobra pagamento de salários atrasados

     VOLTA REDONDA - A direção do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) está cobrando o pagamento de dois meses de salários atrasados - novembro e dezembro - e do décimo terceiro salário dos 104 empregados da empreiteira Tercei-Serviços, contratada pela Secretaria de Educação do Estado para fazer a limpeza nas escolas. A entidade denunciou ainda que, além de não pagar os salários, a firma não efetuou o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
     Na tentativa de encontrar uma solução para o problema dos trabalhadores, a direção do Sepe solicitou à Subdelegacia Regional do Trabalho a realização de uma mesa-redonda com representantes da Tercei e do Ministério do Trabalho. O encontro ocorreu no final da manhã de ontem, porém, nada ficou resolvido. Para agravar ainda mais a situação, a Secretaria Estadual de Educação rescindiu o contrato com a prestadora de serviço, a partir de 1º de dezembro do ano passado e contratou outra empresa para realizar o serviço.
     Sílvio Alves de Oliveira, representante da empresa, alegou que compareceu à reunião sem saber o motivo pelo qual ela havia sido convocada. No entanto, admitiu o não pagamento dos dois meses de salário e do décimo terceiro. Ele justificou o atraso alegando que a Secretaria Estadual de Educação não depositou o dinheiro que deve à empresa. Mas, mesmo sem ter documentos para comprovar, negou que o FGTS dos empregados não tenha sido depositado nesses três anos e meio que a Tercei atua em Volta Redonda, como denuncia a direção do Sepe.
     “ Mesmo sem o dinheiro do Governo do Estado todos os nossos impostos e encargos sociais foram pagos. Estão em dia. Mas os salários atrasados só poderemos pagar quando o governo estadual depositar o dinheiro”, defende-se.
     Diante do impasse e da impossibilidade de uma solução para o caso, o representante do Ministério do Trabalho, Celso Luís da Cunha Pereira, que mediou o encontro, decidiu marcar uma nova mesa-redonda para o dia 23, na sede da Subdelegacia Regional do Trabalho. Para essa reunião será convocada a coordenadora estadual de Ensino do Médio Paraíba, Joselita Murtha Adler, que representará a Secretaria Estadual de Educação. “O papel do Ministério do Trabalho é representar o trabalhador, mas não temos poderes para punir ou multar o governo estadual por não ter pago à empreiteira. Não existe essa possibilidade”, lamentou.
     Ontem mesmo, logo após a reunião, diretores do Sepe seguiram para o Rio de Janeiro. Foram se encontrar com Gil Fortunato, responsável pelo gerenciamento das empresas contratadas pelo Governo do Estado para realizar os serviços terceirizados pelos órgãos públicos do estado.