Defesa
Civil alerta para áreas de risco
BARRA
MANSA - A cidade tem diversos pontos
que oferecem risco à população.
Por isso, neste começo de ano chuvoso
a Defesa Civil está alerta para
os pontos mais críticos. O órgão
afirma que não há situação
de emergência, no momento, mas aponta
localidades que normalmente se tornam,
com as chuvas, pontos preocupantes.
Os bairros Nova esperança, Boa Sorte, Piteiras e São Luiz são
os definidos pela Defesa Civil como os de alerta em caso de chuvas intensas
devido à possibilidade de transbordamento do Rio Barra Mansa. “Em
outras épocas de chuvas muito fortes a Rua Florianópolis, localizada
no bairro Nova Esperança, foi uma das que requeriam maior atenção”,
revela Manoel Carlos, coordenador da Defesa Civil do município. Ele
afirma que em relação às chuvas dos últimos dias
a cidade está tranqüila. De acordo com Manoel Carlos, o painel
de Furnas está com índice bem abaixo do que nas situações
de emergência. “O limite é de 80%. Estamos muito abaixo
de situação de alarme, apesar de estarmos lidando com a natureza”,
lembra o coordenador.
A única preocupação citada pelo coordenador da Defesa
Civil é a possibilidade de transbordamento dos pontos do Rio Barra Mansa
na Serra da Bocaína e divisa com Rio Claro. “Se ocorrer uma chuva
sem controle, como a que aconteceu em São Paulo, nós poderemos
ter problemas graves. Mas da serra até a cidade leva-se cerca de nove
horas”, explica Manoel Carlos.
Localidades próximas ao Rio Paraíba do Sul são apontadas
como pontos de risco em relação à possibilidade de deslizamentos
de terra. Os bairros Vista Alegre e Vila Maria e as ruas Argemiro de Paula
Coutinho e Pedro Paulino, no Centro da cidade, são locais perigosos
para a população. “Há famílias que nesta época
nem ficam nas casas. Eles mudam para outros locais para não ter problemas”,
revela o coordenador.
CONSTRUÇÕES IRREGULARES
Manoel explica que nos locais caracterizados
como de risco é comum ser encontradas
casas construídas sem qualquer auxílio
profissional. O coordenador aponta essa
realidade como um dos fatores cruciais
para a maior parte das casas que acabam
ficando em situação de risco.
“
Nós damos o suporte para a população
em geral. Mas muitos casos são problemas
permanentes. As pessoas precisam buscar
auxílio profissional antes de construir”,
afirma Manoel Carlos. Outro problema apontado
pelo coordenador é o acúmulo
de resíduos sólidos nos rios. “Ano
passado retiramos cerca de 11 toneladas
de lixos dos rios. Claro que junto aos
resíduos estavam a vegetação”,
ressalta Manoel Carlos.
O coordenador comenta que o cidadão
que for atingido por qualquer dano deve
ligar para a Defesa Civil. “É necessário
ressaltar a nossa disponibilidade em atender
os moradores. Há casos em que até ajudamos
os atingidos”, afirma Manoel.
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