PROFESSOR
AGEU
É PROIBIDO FUMAR
É comum dizer-se que no Brasil
não se cumpre lei. Não é verdade.
Quando a lei é coerente, não
tendo caráter de imposição,
sendo acompanhada de esclarecimentos,
o povo cumpre. Qual o país que
sabe fazer fila melhor que o nosso? Fazemos
fila até quando não há necessidade.
Fila de duas pessoas, filas de mil, filas
de milhão. A população
brasileira sabe organizar-se em fila
sem necessidade da força da autoridade
policial.
Lembro-me do tempo em que o cigarro não
era combatido e era tido como sinônimo
de status. O fumante era a pessoa realizada,
cheia dos prazeres da vida, o vitorioso,
a mulher, independente. Não se
proibia fumar em recintos fechados; nos
transportes. Era um festival de falta
de educação. Sim, porque
o fumante é antes de tudo um deseducado.
Não só isso: é,
também, um suicida e um criminoso.
A campanha contra o fumo, no Brasil e
em outros países, vem sempre acompanhada
de esclarecimentos calçados em
argumentos sólidos da medicina
de tal forma que qualquer fumante sabe
o mal que ele causa a si mesmo quando
exerce o execrável ato de fumar.
Fica sabendo que o seu ato repercute
na criança que está sendo
gerada no ventre da mãe e agride
a saúde de quem está por
perto. Estão caracterizados, portanto,
o suicídio e o homicídio.
Está sobejamente provado que a
pessoa que é obrigada a inalar
a fumaça do cigarro de quem está perto é tão
prejudicada (ou mais) do que o fumante
inveterado. Isso é um crime. Então,
hoje, quem fuma não apresenta
um ar de vitorioso ou de uma mulher realizada
e independente. É apenas um ser
derrotado, incapaz de vencer o vício,
um “pé-na-cova” teimoso,
irreverente e alienado, digno de pena.
A imprensa informa, de vez em quando,
o fato de algum cidadão, em algum
lugar, sentindo-se prejudicado pelo cigarro
de forma irreversível ir à Justiça
contra determinadas marcas de cigarro.
Sempre ganham a questão, embora
se saiba que as empresas de cigarro não
obrigam ninguém a comprá-lo.
Vai aí o argumento da sugestão,
da indução. Da mesma forma
eu penso que o indivíduo que fuma
nos bares, lanchonetes, cafés
e restaurantes, empesteando o ambiente
e agredindo a saúde de outros,
deveria ser processado e condenado, pois
ninguém tem direito de atentar
contra a integridade orgânica de
seu semelhante, em qualquer ambiente. É tão
grave o assunto que nenhum atleta ou
ator aceita mais fazer propaganda de
cigarros para que crianças e adolescentes
não sejam induzidos ao vício
tão danoso do tabaco. Entretanto,
mesmo com todos esses esclarecimentos
e exemplos, há médicos
que fumam, professores escravos do cigarro,
pessoas que, profissionalmente, deveriam
ser exemplos, dão demonstração
de que o que dizem não corresponde àquilo
que fazem. Não tendo por isso
capacidade de liderar, por faltar-lhes
conduta.
O brasileiro tem aprendido, sim. Não
se vê ninguém fumando no ônibus,
nos trens, etc., pois é “proibido
fumar”. Bom seria que tal medida
fosse severamente observada nos bares,
restaurantes e shoppings.
A você que teima em fumar e quer
ser um suicida em potencial, pelo menos
não estenda o hálito da
morte ao seu semelhante.
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