| CASA
DE CUSTÓDIA
Inquérito Civil no MP
Promotor de Justiça
pede esclarecimentos sobre vinda de presos
da Polinter
VOLTA
REDONDA - O Ministério Público,
através do promotor de Justiça
de Tutela Coletiva, Carlos Bernardo Arão
Reis, instaurou inquérito civil,
no início desta semana, pedindo
esclarecimentos ao secretário estadual
de Administração Penitenciária,
Astério Pereira dos Santos, sobre
a vinda de presos da Polinter para a Casa
de Custódia da cidade. Além
disso, o promotor elaborou uma recomendação
ao diretor da Casa de Custódia,
Ricardo Larrubia. “Esse documento é para
que ele se abstenha de receber presos condenados”,
conta.
De acordo com Carlos Bernardo, essa medida é preventiva
e visa à obtenção
de informações, além
de primar pelo bem-estar dos presos. “A
capacidade média da Casa de Custódia é de
seis metros quadrados por preso, acima
disso acontece a superlotação”,
destacou, completando que não quer
ver se repetir o mesmo que aconteceu nas
delegacias de Volta Redonda e Resende com
o grande número de presos. Serão
distribuídos pelas Casas de Custódia
do estado cerca de mil presos. A capacidade
da Casa de Custódia de Volta Redonda é de
300 e atualmente tem 273.
A ação do promotor de Justiça
agradou aos membros do recém-criado
Conselho da Comunidade da Comarca de Volta
Redonda, que tomou posse quarta-feira.
Ele terá basicamente as mesmas funções
da Pastoral Carcerária, que demanda
uma atenção especial aos
encarcerados da Casa de Custódia,
porém, com uma amplitude ainda maior.
Quatro membros fazem parte do conselho,
dois da Pastoral Carcerária, um
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
e um do Conselho Regional de Serviço
Social.
De acordo com a integrante do conselho
e secretária da Pastoral Carcerária,
Mara Lúcia Borella, foi muito importante
a ação do promotor. “Realmente
a questão da superlotação é uma
preocupação na Casa de Custódia,
além de ser perigosa a vinda de
presos condenados para cá, já que
a finalidade do local não é essa.
Não sabemos nada ainda. Não
sabemos quando virão, se são
condenados de alta periculosidade”,
argumentou.
A instauração do conselho
foi feita pelo juiz da 1a Vara Criminal,
Marcelo Telles Sampaio. “Agora temos
parceria com a OAB, vamos tentar com a
Promotoria Pública e a intenção é trazer
ainda mais instituições e
entidades para o nosso lado”, disse
Mara, acrescentando que o número
de membros do conselho também aumentará.
A primeira reunião do Conselho da
Comunidade da Comarca de Volta Redonda
acontece na quarta-feira, pela manhã,
na Cúria Diocesana. Será avaliado
tudo que está acontecendo e quais
serão as ações que
o conselho empreenderá.
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