No
recente episódio envolvendo a Câmara
Municipal de Volta Redonda e o Orçamento
de 2006, no tocante às verbas destinadas
ao Volta Redonda Futebol Clube, ficou evidente
a submissão do clube aos cofres
municipais.
Com o tempo já transcorrido, desde
a sua fundação, já era
para o Voltaço ter autonomia para
andar com as próprias pernas, sem
se submeter às verbas oficiais,
recurso nem sempre bem recebido pelo contribuinte.
Afinal, dinheiro público não é para
patrocinar futebol.
O município já deu mais do
que devia ao clube. O ex-prefeito Neto,
ardoroso torcedor, não regateou
ajuda e aí está o moderno
e funcional Estádio General Silvio
Raulino de Oliveira, justo orgulho do povo
da Cidade do Aço.
O Volta Redonda precisa se desvencilhar
da política, senão correrá o
risco de ter o seu barco soçobrado. É oportuno
lembrar que o clube nasceu de uma jogada
política, quando a extinta Arena
precisava crescer no conceito popular.
Tantos anos depois não se justifica
que ele fique ainda dependente da política
para sobreviver.
O Voltaço não pode ficar
submisso ao orçamento do município
nem a determinado diretor. Ainda agora,
quando a câmara era injustamente
acusada de cortar verbas do clube, seu
presidente virou manchete e ameaçou
renunciar se o fato não fosse corrigido.
Não se pode, evidentemente, negar
a profícua administração
atual do clube, mas subordinar seu futuro à renúncia
do presidente cheira o absurdo. Ninguém é insubstituível
e os homens passam e o clube continua a
sua caminhada. O Voltaço não
pode ficar dependendo de Neto, Gotardo,
Loureiro ou quem quer que seja.
Infelizmente parte da imprensa não
entendeu, ainda, que ajudar o Volta Redonda
não é aplaudir a sua diretoria
ou os seus benfeitores. Ajuda-se o clube
quando são apontados os seus problemas,
quando se cobra de sua diretoria atos concretos
em favor do associado, único caminho
para a sua emancipação.
Não se ajuda o clube quando a imprensa
troca favores e benesses, quando se freqüenta
almoço com diretores, quando se
viaja com a delegação ou
até mesmo quando se mistura o serviço
profissional com serviços prestados à empresa
do presidente.
O Voltaço está reclamando
profissionalismo também no trato
com as suas notícias.
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