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FUNDAMP
Aprovação pode gerar greve
Sindicato do Funcionalismo
e Sepe não
descartam ações contra o aumento
para 9,1%
BARRA
MANSA - Os diretores dos Sindicatos
do Funcionalismo e dos Profissionais de
Educação (Sepe-BM) não
descartam a realização de
paralisações e greve, caso
a mensagem do aumento da contribuição
do Fundamp de 5% para 9,1% seja aprovada
pelos vereadores. A votação
dos pareceres e a apreciação
do mérito acontece hoje, a partir
das 9 horas. Na audiência pública
realizada na última quinta-feira
na Câmara Municipal, alguns vereadores
se posicionaram contra a matéria.
A expectativa dos membros dos sindicatos é que
a posição contrária à mensagem
do prefeito seja de todos os vereadores.
De acordo com um dos diretores do Sepe,
Pedro Ney Maximiniano, se os vereadores
votarem o aumento da contribuição
a primeira coisa é fazer a denúncia
para a categoria. “Vamos colocar
em cartazes as fotos daqueles que votaram
a favor da mensagem do prefeito”,
diz, acrescentando que depois tudo será feito
para garantir o direito do servidor público
da área de educação. “Se
aprovada a mensagem, a tendência é elaborarmos
uma greve. O que não pode é o
profissional arcar com mais descontos na
folha de pagamento”, afirma.
Pedro Ney lembra que no início de
fevereiro o Sepe vai percorrer as escolas
para alertar os profissionais da educação
sobre o aumento do Fundamp (se for aprovado)
e sobre a possível implementação
pelo prefeito da cidade do Programa Nova
Escola. “A expectativa é grande
para a rejeição da proposta,
por isso muitos profissionais vão à câmara
acompanhar a votação”,
garante.
O presidente do Sindicato do Funcionalismo,
José Francisco Campanelli, também
não descarta a possibilidade de
greve e paralisações. “O
que desejamos é uma contrapartida
do prefeito com o Fundamp. Ele quer nomear
cargos, mas não ajuda em nada? A
saúde dos funcionários é obrigação
da prefeitura. Sou contra o aumento, é o
que os servidores decidiram, mas o prefeito
deveria entrar com alguma coisa”,
destaca. Campanelli ainda lembra a demora
do chefe do Executivo ao segurar, durante
três meses, o estudo para o aumento
da contribuição do Fundo
e enviar em dezembro para a votação
na câmara em regime de urgência.
O Sepe questiona também a falta
de reajuste salarial para os servidores. “Se
aumentasse, a contribuição
e arrecadação do Fundamp
acompanharia o crescimento e nem seria
necessário o aumento”, sugere
Pedro Ney. O sindicato deseja também
a participação no Conselho
Fiscal, eleições para o Conselho
Deliberativo, pois o mandato já expirou
há dois anos, entre outros pedidos.
| PcdoB
se reúne para discutir
aumento do Fundamp |
Ontem, à tarde,
integrantes e a direção
do Partido Comunista do Brasil
(PcdoB) se reuniram para
discutir a mensagem do prefeito
para o aumento da contribuição
do Fundo de Assistência
Médica dos Servidores
Públicos de Barra
Mansa. Eles chegaram à conclusão
que é necessária
uma auditoria para conhecer
toda a história do
Fundamp. “Seria como
se fosse uma CPI. Seria contratada
uma empresa ou o próprio
Ministério Público
poderia fazê-la”,
destaca o secretário
da Juventude do partido,
Romero Bruno.
Serão distribuídos panfletos na sessão de hoje com as sugestões
do partido, que também não concorda com a realização
da eleição do Conselho Deliberativo neste mês. “É um
período em que os profissionais de educação estão
de férias e todos têm que participar, afinal, trata-se do Fundo
que cuida da saúde dos servidores de Barra Mansa”, destaca o militante
Zé do Chapéu.
De acordo com os participantes da reunião, só com a auditoria será possível
detectar as falhas e apontar soluções. Eles desejam saber toda
a história do Fundamp, que foi criado em 1989. “Não será analisado
apenas o período da administração atual. É preciso
levantar tudo”, diz Zé do Chapéu. As propostas serão
entregues para os sindicatos e mostradas aos vereadores.
“ Se a mensagem for aprovada, existem outros caminhos, como o Ministério
Público. As coisas não podem vir de cima para baixo e prejudicar
os servidores”, destaca Zé do Chapéu, acrescentando que o
PcdoB tem o compromisso com a sociedade e tudo o que está mal explicado é obrigação
do partido intervir.
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