O prefeito
Gotardo Neto perdeu a queda-de-braço
que esboçou com a câmara,
no recente episódio do Orçamento.
Não se compreende como um prefeito,
que passou pelo Legislativo e conhece ou
deveria conhecer toda a engrenagem de votação,
deixasse de atender os vereadores quando
reclamavam providências consideradas
importantes para que a proposta orçamentária
fosse votada.
O vereador Mauricio Batista, firme na oposição,
mostrando toda a sua disposição
em resguardar a integridade do poder que
representa, ameaçou o prefeito com
mandado de segurança contra sua
atitude intempestiva e destemperada.
A turma da prefeitura bateu pé e
o desafio parecia que eclodiria em crise
de proporções imprevisíveis,
rompendo um relacionamento respeitoso mantido
pelos dois poderes em 2005.
Gotardo deve ter meditado nas conseqüências
de sua intransigência e voltou atrás,
mandando para a câmara a proposta
orçamentária com as emendas
propostas pelos vereadores, o que possibilitou
a sua votação.
A câmara aprovou o milionário
Orçamento de R$ 455 milhões,
que coloca Volta Redonda como município
de grandes recursos e assegurando os investimentos
sociais que a população tanto
reclama.
Tudo poderia ser evitado se houvesse um
prévio entendimento da equipe econômica
do prefeito com os vereadores, ao invés
de tentar empurrar a mensagem, como se
a maioria do plenário fosse de sustentação
ao governo.
Que o fato sirva de lição
para todos, prefeito e vereadores, e que
no futuro sejam evitadas as quedas-de-braço
tão prejudiciais ao município
quanto pueris em sua essência.
Política se faz com diálogo,
com entendimento, colocando-se os interesses
comunitários acima das picuinhas
pessoais.
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