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Falsos profissionais podem estar agindo na cidade

     VOLTA REDONDA - O fato tem preocupado não só a população que, provavelmente, está sendo enganada, mas também autoridades e responsáveis por programas de saúde do município. Um dos casos está acontecendo em pontos diferentes da cidade, onde um homem de boa aparência está passando por médico e aliciando mulheres. O outro fato envolve um casal. A mulher, branca, de estatura baixa, aparentando 26 anos, cabelos pretos e curtos, diz que é assistente social e o homem, altura mediana, 35 anos, presumíveis, cabelos castanhos claros e dentes grandes e claros, diz que é dentista. Segundo informações de algumas pessoas que já foram abordadas, ambos estão atuando nas ruas do bairro Aterrado e no Centro.
     A dona-de-casa L.A.P., 61 anos, que preferiu se identificar apenas pelas iniciais e não dizer o bairro onde mora, passava segunda-feira, por volta das 14 horas, pela Avenida Amaral Peixoto com duas netas, uma de seis anos e outra de oito, quando foi abordada pelo casal que a parou já dizendo que era representante do Programa de Saúde Bucal de Volta Redonda e que pretendia verificar o índice de pessoas que realizam tratamento dentário na cidade. Ao mesmo tempo, falaram que, para isso, necessitava do nome, idade das crianças e também do endereço para visitas futuras à residência.

DESCONFIANÇA

     L.A.P.contou que começou a desconfiar no momento em que ela perguntou ao casal por que a pesquisa não estava sendo nas casas, mas na rua. “Quando fiz essa pergunta, os dois ficaram totalmente confusos. Depois, alegaram que abordando as pessoas nas ruas a pesquisa se torna muito mais rápida. Garantiram que se eu desse o endereço a eles em breve estariam me fazendo uma visita. Fiquei bastante desconfiada. Por isso procurei a redação do jornal para relatar o fato. Se são falsos profissionais devem ter um propósito. E qual seria? Raptar crianças? Indagou ela, lembrando que, por isso, preferiu não se identificar.
     Como L.A.P., outras pessoas foram abordadas pelo casal que garante estar fazendo uma pesquisa sobre tratamento dentário em Volta Redonda para o Programa de Saúde Bucal da cidade. Mas, procurado pela equipe de reportagem de A VOZ DA CIDADE, o coordenador do programa, Vitor Hugo de Oliveira, garantiu que alguma coisa deve estar acontecendo, pois os agentes do Programa de Saúde da Família (PSF), que realizam esse tipo de pesquisa domiciliar, estão de férias. “A Secretaria de Saúde realiza esse tipo de serviço. Só que é de casa-em-casa. Por isso temos que fazer um levantamento para verificarmos o que está acontecendo de fato. Não temos idéia desse procedimento”, diz o coordenador, ressaltando que os agentes da SMS não atuam no Aterrado e muito menos no Centro, como o casal citado. “Se tem algo de errado, vamos procurar saber”, promete Vitor Hugo. Ele aconselha ainda que as pessoas que forem abordadas por qualquer desconhecido tentem identificá-lo.

O OUTRO CASO

     No outro caso de falsos profissionais que estão agindo em Volta Redonda, um homem de boa aparência e bem vestido vem tentando aliciar mulheres. De acordo com algumas vítimas, o desconhecido chega às residências e se identifica como médico. Pede para entrar e em seguida, muito agradável, informa que está realizando uma pesquisa sobre saúde para o Centro Universitário de Volta Redonda (UniFoa). Segundo o diretor de ensino da instituição, Iran Natividade, professores e alunos não têm permissão para atender em domicílios. Lembra ele ainda que o fato está sendo apurado com rigor e que qualquer pessoa que tenha sido vítima do acusado pode procurar a universidade ou ligar para o Disque- Denúncia da Polícia Militar, 0800-260-667. Aconselha também que as mulheres não abram a porta da casa para um estranho.