| SESSÃO
EXTRAORDINÁRIA
Fundamp na berlinda
Votação foi cancelada devido à falta
da contrapartida do prefeito
BARRA
MANSA - Foi adiada, ontem, a votação,
pelos vereadores, do aumento da contribuição
dos servidores municipais ao Fundamp. A
decisão de adiar o pleito se deu
devido à falta de informações
necessárias dentro do processo.
Membros dos sindicatos do Funcionalismo
e dos Profissionais de Educação
(Sepe-BM) estiveram no Salão Nobre
da sede do Poder Legislativo. A próxima
data da votação foi definida
para o dia 2 de fevereiro. Até lá,
o Sepe pretende mobilizar por meio de instrumentos
publicitários os servidores e realizará no
mesmo dia da votação uma
assembléia geral para os funcionários
públicos da educação
no salão da câmara.
A assembléia extraordinária
terminou apenas em conversas e manifestações
de revolta pelos presentes. De acordo com
o presidente do Sindicato do Funcionalismo,
José Francisco Campanelli, a ausência
da votação confirma a falta
de responsabilidade do prefeito com os
funcionários públicos. “Se
o Fundamp quebrar a culpa é do prefeito.
O processo com dados a respeito da situação
financeira do Fundo passou três meses
com ele e até hoje não tivemos
nenhuma resposta concreta”, afirmou
Campanelli.
AUDITORIA
O presidente do sindicato explicou que
apesar de a novela em torno do Fundamp
já estar velha, a discussão
real entre os interessados não tem
andado. Campanelli afirma que até hoje
o prefeito não liberou uma auditoria
no Fundamp com o acompanhamento dos membros
do Sepe e do sindicato.
“
O prefeito não quer liberar a contrapartida
nem abrir mão dos cargos comissionados
e ainda quer continuar a mandar no Fundo.
E para agilizar a resolução
do problema não libera uma auditoria
real das contas do Fundamp para que possamos
juntos melhorar o órgão”,
criticou Campanelli.
O sindicato questiona também a falta
de reajuste para os funcionários.
Segundo ele, são dez anos sem aumento
real dos salários. “Se o prefeito
liberasse um aumento de 4%, que ainda seria
irrisório, o repasse para o Fundo
estaria resolvido. Esse aumento resultaria
em cerca de R$ 150 mil a mais para os cofres
públicos. Mas na verdade ele não
quer é ajudar o funcionalismo”,
disparou.
CONTRAPARTIDA
O presidente da câmara, Ademir Melo
(PSBD), esclareceu que a decisão
dos vereadores em não votar o processo
foi devido à necessidade de maiores
informações sobre o posicionamento
do prefeito em relação à contrapartida
e à realização de
uma auditoria que esclareça pontos
contraditórios. “Decidimos
transferir a votação porque
não houve consenso entre os vereadores.
Não temos relatório com informações
precisas de quanto o aumento vai contribuir
para a crise financeira do Fundamp. Se
realmente esse repasse iria resolver a
situação do Fundo”,
revelou.
Para o vereador José Maurício
(PT), o problema em torno do Fundamp não é orçamentário,
mas sim político. Segundo ele, os
vereadores fizeram um estudo do orçamento
da prefeitura e a contrapartida negada
pelo prefeito poderia ser encaixada nos
gastos anuais da administração
municipal sem comprometer o andamento das
obras públicas. “Eu acredito
que falta ao prefeito vontade política
em solucionar o problema com o Fundamp”,
disse, acrescentando que o chefe do Executivo
não chamou nem o Sepe nem o Sindicato
do Funcionalismo para uma conversa.
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