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REUNIÃO
Cortes no Fundamp
Serão restritos os convênios e feitas adequações de laboratório

     BARRA MANSA - Na próxima segunda-feira acontecerá uma reunião para decidir alguns cortes no atendimento do Fundamp, já que a votação da mensagem do aumento de 5% para 9,1% foi adiada para fevereiro na Câmara Municipal. O fato ficou acertado em uma reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Assistência Médica dos Servidores Públicos, ontem, na qual participou o presidente do Sindicato do Funcionalismo, José Francisco Campanelli. Ele reafirma que a culpa dos prejuízos que estão por vir é do prefeito. “Os funcionários já estão prejudicados. O prefeito alega que não pode entrar com nada e quer nomear cargos. Cada vez mais que for protelando vai piorar. Corremos o risco de alguns hospitais romperem com o convênio”, diz Campanelli.
     O aumento da contribuição, de acordo com o presidente do sindicato, foi uma escolha dos funcionários que preferem não ficar sem o Fundamp. “Agora que o prefeito lavou as mãos, fica um empurrando para o outro e no final a culpa será dos sindicatos ou dos vereadores”, afirma.
     Campanelli frisa o que é contra o aumento, a não ser que o chefe do Executivo entre com alguma contrapartida. “Os servidores não recebem aumento real há dez anos. O que aconteceu foi uma reposição de 10% no segundo ano de governo do prefeito e no terceiro, uma reposição de R$ 20, além de 6% de aumento para cobrir o Fundo de Previdência. Isso não é aumento. É dar com a mão e tirar com a outra”, desabafa.
     De acordo com um dos conselheiros do Fundamp e vice-presidente do Sindicato do Funcionalismo, Nilton dos Santos, algumas medidas devem ser tomadas. “É preciso anunciar para os servidores que alguns convênios serão restritos e serão feitas adequações de laboratório”, informa. De acordo com ele, os conselheiros estão vendo um desenrolar muito ruim para o Fundo. “O Sepe está fazendo politicagem a respeito disso e os vereadores estão como reféns. Estamos assistindo ao fechamento do Fundamp”, lamenta.
     Nilton dos Santos, que é também vice-presidente do Sindicato do Funcionalismo, garanta que a briga para uma contrapartida do prefeito é da entidade. Como conselheiro ele informa que a votação do aumento da contribuição do Fundamp teria que acontecer o mais rápido possível para garantir o funcionamento do Fundo, que está se afundando cada vez mais.

DIREÇÃO DO FUNDAMP

     Apesar da Casa de Saúde Santa Maria não ter anunciado oficialmente que pararia os atendimentos, um fax comunicando a decisão chegou ao Fundamp há algum tempo, dizendo que o prazo seria até janeiro. Essa informação partiu do diretor do Fundo de Assistência Médica dos Servidores Públicos de Barra Mansa, José Márcio Bruno. “Não está nada definido se haverá algum corte de hospitais conveniados. O que temos é uma comunicação da Santa Maria dizendo que se não houvesse uma definição sobre a dívida eles suspenderiam o atendimento”, destaca.
     De acordo com José Márcio, o adiamento da votação foi péssimo para o Fundamp, que tem um déficit, em dezembro, de R$ 900 mil. “Esse valor sobe R$ 100 mil a cada mês”, finaliza.