Os
pequenos municípios, aqueles de
pequena receita, obrigam os seus prefeitos
a verdadeiros malabarismos para manter
a balança econômica estável.
Assim acontece com Rio Claro, Pinheiral
e, mais perto de nós, Quatis, antigo
distrito de Barra Mansa.
Com um orçamento estimado em cerca
de R$ 17 milhões, mas que dificilmente
será atingido, Quatis procura alternâncias
para compensar a falta de dinheiro, oriundo
dos tributos e das transferências
federal e estadual.
O prefeito Alfredo de Oliveira, com inteligência
e com muita garra, vai buscando recursos
nos órgãos estaduais e federais,
atingindo já um saldo considerável
de verbas aprovadas e liberadas.
Sem onerar o contribuinte, mantendo o IPTU
em patamares suportáveis, Alfredo,
a cada viagem a Brasília ou ao Rio
de Janeiro, traz notícias animadoras.
Os cofres do seu município ressentem-se
de reforço financeiro, como em geral
os municípios de baixa renda. O
prefeito, com os pés no chão
e ciente da crise que enfrenta, mantém
seu otimismo e, através dele, consegue
suplantar os obstáculos, carreando
verbas importantes para as obras e os serviços
públicos indispensáveis à coletividade.
Contracenando com o prefeito, a Câmara
de Vereadores entende a sua dificuldade
e não cria óbices para que
o seu orçamento possa ser desenvolvido,
analisando com seriedade os pedidos de
suplementação ou abertura
de créditos e aprovando-os dentro
de critérios em que a seriedade é predominante.
Já existe uma conformidade nas decisões
dos dois poderes. O prefeito demonstrando
vontade política em atender às
reivindicações dos vereadores
e os vereadores, em contrapartida, dando
o suporte ao Executivo, sem atrelamentos,
mas com independência e dignidade.
Assim o município poderá manter
acesas as suas esperanças de contornar
a crise financeira, com a criatividade
e a competência dos poderes políticos,
responsáveis por sua administração.
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