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Saúde e qualidade de vida
CRI: CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE ITATIAIA

Tabagismo e Doença Periodontal

    A doença periodontal apresenta-se basicamente de 2 formas: gengivite e periodontite. Existem várias formas de gengivite, bem como de periodontite. Ambas estão intimamente relacionadas à formação da placa dental sobre os dentes.
    A placa dental é uma massa bacteriana mole e aderente que se deposita continuamente sobre a superfície dos dentes e só eliminada através da escovação correta e uso do fio dental.
    A gengivite é um processo inflamatório que envolve apenas a gengiva. Clinicamente a gengiva se apresenta vermelha e inchada sangrando facilmente. Medidas adequadas de controle de placa por meio da escovação e uso do fio dental restituem a saúde em casos de gengivite associada apenas ao acúmulo de placa dental.
    Já a periodonte consiste em perda do aparelho de inserção do dente, como por exemplo o osso alveolar no qual o dente está inserido. Em casos avançados há mobilidade dental em graus variados podendo culminar com a perda do elemento.
    O hábito de fumar leva a uma série de alterações no organismo. O fumo é considerado um dos fatores mais importantes no desenvolvimento e progressão da doença periodontal por atuar no periodonto tanto local como sistemicamente. O tabagismo responde por aproxidamente metade dos casos de periodontite diagnosticados nos adultos jovens (< 35 anos de idade). Os fumantes apresentam além disso, 3 vezes mais propabilidade de apresentar doença periodontal grave comparados com os não-fumantes.
    Em primeiro lugar, o tabagismo reduz as defesas imunológicas, diminuindo o combate do organismo contra as bactérias. Além disso os fumantes podem ter produção diminuída de anticorpos. Localmente há diminuição do fluxo sanguíneo gengival, da renovação celular, da oxigenação e da nutrição tecidual.
    Geralmente, a doença periodontal em pacientes fumantes apresenta-se “mascarada”, ou seja, a identificação visual da doença como vermelhidão e sangramento, não estão presentes. Essa característica está relacionada ao efeito vascular da nicotina, além de uma indução no aumento do epitélio gengival. A resposta à terapia periodontal nestes pacientes não é muito boa. Há maior perda óssea e menores ganhos de inserção clínica, bem como diminuição da capacidade de reparo após terapia periodontal.
    Assim o tabagismo é um fator modificador importante do ambiente e responsável pelo excesso de doença periodontal na população.

ANGELA TOYOKO SIGUEMATSU REZENDE
1º Ten Dentista - Dentista do CRI