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Funcionários da Susesp se reúnem com secretário
para discutir cortes no Fundamp

     BARRA MANSA - Uma comissão formada por funcionários da Susesp e o vice-presidente do Sindicato do Funcionalismo, Nilton dos Santos, se reúnem hoje, às 7h30min, com o secretário de Obras, José Renato Carvalho, para cobrar uma posição em torno dos cortes do Fundamp.
     Nilton, que é um dos conselheiros do Fundamp, explica que a reunião foi convocada depois de uma assembléia setorial na Susesp, ontem, pela manhã, em que os funcionários exigiram uma resposta do governo, principalmente em relação ao corte no atendimento da Casa de Saúde Santa Maria. “Eles ameaçaram fazer uma paralisação caso não fosse marcada essa reunião. Ela aconteceria ontem, mas devido à agenda de compromissos do secretário foi adiada”, afirma.
     A preocupação dos trabalhadores é de que os convênios se reduzam para menos da metade e o atendimento na área de saúde seja prejudicado. O funcionalismo tem hoje convênios com a Casa de Saúde Santa Maria, Hospital Menino Jesus, Santa Casa, São Camilo, Pró-Baby e Intensi-barra, além de 23 clínicas, nove laboratórios, 59 médicos conveniados e 16 médicos externos.
     “ A idéia da direção do Fundamp é reduzir para dois o número de convênios, em função das dívidas crescentes do Fundo, mas esses cortes serão definidos em uma reunião segunda-feira”, informa Nilton.

CONTRIBUIÇÃO

     Em relação ao aumento da contribuição do Fundamp de 5% para 9,10%, apesar de ter sido uma escolha dos próprios funcionários, para o presidente do Sindicato do Funcionalismo José Francisco Campanelli, a medida representa mais uma perda para o funcionalismo, já que não há uma contrapartida da prefeitura. “É a falta de salário, corte no tíquete-alimentação, no vale-transporte e agora são esses cortes nos convênios. É um presente de Ano Novo que o prefeito está dando ao funcionalismo. O que não pode acontecer é o Fundamp quebrar”, afirma.
     Depois da audiência com o prefeito, marcada para o dia 25, o Sindicato do Funcionalismo fará assembléias setoriais com funcionários da Susesp (dia 26) e do Saae (dia 27). Nessas reuniões serão passados informes sobre as negociações com a prefeitura e discutidos alguns itens da pauta de reivindicações, como reajuste salarial e outros benefícios.
     Haverá ainda uma assembléia geral a ser realizada, possivelmente, após o dia 2 de fevereiro, quando os profissionais da educação retornam às atividades.
     Os servidores não recebem aumento real há dez anos. Segundo Campanelli, a última reposição salarial, de 10%, aconteceu há quatro anos e outra no valor de R$ 20, em 2003. Este ano houve reajuste de 6%, porém, na visão do sindicato, o aumento foi usado para cobrir o desconto do Fundo de Previdência.