QUESTÃO
DE JUSTIÇA
A criação da Promotoria
de Justiça de Proteção
ao Idoso e à Pessoa Portadora de
Deficiência foi um verdadeiro gol
de placa do Ministério Público
do Estado do Rio de Janeiro. A instituição
dos novos órgãos de execução
irá certamente fortalecer e complementar
o trabalho que já vem sendo desenvolvido
com seriedade e competência pelos
Conselhos dos Idosos e das Pessoas Portadoras
de Deficiência. Com isso, esses cidadãos
terão ao seu lado mais um instrumento
para apurar e punir casos de maus tratos,
violência e mau atendimento.
Ao dar esse importante passo, o Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro
dá a sua parcela de contribuição à luta
em defesa da terceira idade, que tem no
Rio de Janeiro a sua verdadeira vanguarda.
Nos últimos 15 anos, o Rio de Janeiro,
mais do que qualquer outro estado brasileiro,
deu a sua contribuição à luta
em defesa da terceira idade com leis como
a do passe livre, da meia entrada nos cinemas
e teatros e da gratuidade nos museus.
Além de medidas efetivas na área
da justiça como a criação
da Delegacia do Idoso, do Núcleo
Especial de Atendimento à Pessoa
Idosa da Defensoria Pública e do
Conselho Estadual do Idoso, Agora, com
a Promotoria de Justiça de Proteção
ao Idoso e à Pessoa Portadora de
Deficiência o Rio consolida, através
do Ministério Público do
Estado, o seu compromisso com a defesa
dos direitos da terceira idade. Acima de
tudo, uma questão de justiça.
Sérgio Cabral
Senador
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INIMIGO
DA GENTE
Prefeito de São Paulo e um dos
pré-candidatos do PSDB à Presidência
da República, José Serra é responsável
por duas das maiores maldades já feitas
contra o Estado do Rio. A primeira perversidade
surgiu quando era senador e instituiu
modificação na cobrança
de ICMS sobre a exploração
de petróleo.
Enquanto todos os produtos têm
a cobrança do imposto na sua origem,
ou seja, no local de produção,
o imposto sobre o petróleo passou
a ser cobrado no destino final. Isso
provocou um prejuízo anual de
mais de R$ 1 bilhão ao Tesouro
fluminense. Como a mudança se
deu a partir de 1990, já são
mais de 15 anos de perdas. Estima-se
que o Rio já tenha deixado de
arrecadar R$ 30 bilhões, em valores
corrigidos.
Sempre defendemos a taxação
do imposto no estado produtor, porque
o Rio hoje é responsável
pela produção de 83% do
petróleo nacional e refina apenas
12%. Outros estados nada produzem e refinam
muito mais, conseqüentemente ganham
dinheiro em cima dos estados produtores.
Esta foi uma rasteira que o senhor José Serra
deu no Estado do Rio.
A outra maldade se deu quando ocupou
o Ministério da Saúde no
Governo de Fernando Henrique. Serra fez
uma perseguição raivosa
aos mata-mosquitos – muitos foram
até demitidos. Além disso,
deixou de usar 40% dos recursos previstos
no Orçamento de 2001 para combater
o avanço da dengue. A prova do
descaso foi o retorno com força
total, naquela época, da epidemia
da doença que estava sumida do
nosso estado.
As histórias do ICMS sobre petróleo
e dos mata-mosquitos servem como bons
exemplos para reflexão. Será que
algum cidadão carioca ou fluminense
terá coragem de apoiar um candidato
inimigo do Rio? Quem tirou nosso dinheiro
e nos deu o mosquito da dengue de volta
merece nosso voto?
Anthony Garotinho
Secretário estadual de
Governo e Coordenação
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