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A manifestação de domingo reuniu 120 caminhoneiros

Caminhoneiros se preparam para nova paralisação

     SUL FLUMINENSE - A paralisação dos caminhoneiros, domingo, de quase sete horas de duração, na pista Rio-São Paulo da Rodovia Presidente Dutra, em Resende, rendeu críticas da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). De acordo com a associação, o ato não foi em concordância com as principais reivindicações do setor de transporte de carga, que é o maior controle de excesso de peso nas rodovias. Porém, de acordo com um dos integrantes da Cooperativa dos Autônomos de Barra Mansa, Carlos Henrique Pena Dias, a paralisação foi necessária, já que o motorista trabalha por produção e tempo. Em sua justificativa, esses dois fatores estão sendo prejudicados.
     Ficou decidido que dentro de 15 dias os motoristas terão uma resposta. O passo que está sendo planejado é a discussão entre a categoria e a luta por apoio dos donos de transportadores para aumentar a força da próxima manifestação.
     As reivindicações do Movimento União Brasil Caminhoneiro, que contou com o apoio da cooperativa, são para a volta dos 45 mil quilos para os caminhões. “A NovaDutra baixou por conta própria para 41 quilos. Isso não pode. O Contran, que rege lei das estradas em seu artigo 185/05, determina que o peso do caminhão para rodar é de 45 mil quilos”, diz. A outra reivindicação é para a suspensão da cobrança do eixo suspenso do caminhão, no valor de R$ 7,10.
     O último pedido é para a retirada de uma determinação de que o motorista tem que remover a carga em caso de multa de excesso entre os eixos. “Fizemos uma greve em 99 que pedia o fim das multas. Conseguimos retirar a multa e foi determinado que enquanto não houver metodologia de peso o motorista não pode levar multa, porém, é descrito que o motorista deve remover a carga quando isso acontecer. Está contraditório”, afirma.
     Participaram da manifestação 120 caminhoneiros. Carlos Henrique acredita que as reivindicações da categoria não será atendidas e, por isso, uma nova paralisação não está descartada. “Estamos dispostos a até afrontar a política, caso haja necessidade”, destaca, acrescentando que desta vez o ato será nos dois sentidos da Rodovia Presidente Dutra, em períodos alternados.

NOVADUTRA E ANTT

     A Assessoria de Comunicação da NovaDutra, empresa que administra a rodovia, afirma que a concessionária já enviou as reivindicações dos caminhoneiros para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt). A assessoria informou que a NovaDutra somente opera a balança, quem atua é a Antt. Já s assessoria da agência garantiu que o órgão só faz a fiscalização do que é determinado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).