| VILA
RICA
Uma luz no fim do túnel
Sindicato dos Metalúrgicos e Associação
de Moradores do conjunto conseguem refinanciamento
de dívidas
VOLTA
REDONDA - O presidente do Sindicato
dos Metalúrgicos, Carlos Henrique
Perrut e o presidente da Associação
de Moradores do Bairro Vila Rica, Mauro
Coelho, concederam, ontem, uma entrevista
coletiva para informar que a situação
de alguns moradores do bairro, que tiveram
suas casas financiadas pela Caixa/Engea,
será resolvida. A alternativa é refinanciar
ou quitar a dívida por outro programa,
chamado Ô de Casa, também
da CEF.
De acordo com Perrut, a participação
do sindicato nas conversas foi um convite
do presidente da associação
de moradores do bairro, para dar mais força
ao caso. De acordo com Mauro Coelho, depois
do aumento dos valores das prestações
e a entrada na Justiça com uma ação
civil, ele encontrou alguns problemas com
a Caixa e a Empresa Gestora de Ativos (Engea)
para resolver a situação. “Depois
do comunicado da execução
das 600 casas, o sindicato entrou na conversa
e conseguimos uma saída com a Engea.
A participação do sindicato
foi muito importante para conseguirmos
esse outro programa”, diz o presidente
da associação.
De acordo com Mauro Coelho, esse programa
possibilita um novo refinanciamento da
dívida, sem o peso de uma entrada
de quase R$ 1 mil - valor que as pessoas
pagavam no antigo financiamento da Engea
-, além de não pagar juros
e a possibilidade de aumento das prestações
em até 228 vezes. Muitos moradores
do Conjunto Habitacional do Vila Rica deixaram
de pagar suas casas há alguns anos,
quando as prestações começaram
a subir muito. Esse fato fez até o
presidente da associação
entrar com uma ação civil
na Justiça. “Ainda está correndo,
mas antes do Mauro entrar, cerca de 400
pessoas já haviam deixado de pagar
o financiamento”, lembra Perrut.
Mauro Coelho explica que quando ficou determinada
a execução das 600 casas,
73 mutuários do bairro estavam tentando
resolver a situação. Desses,
13 já conseguiram pelo programa Ô de
Casa. “Existe um prazo para que pelo
menos 50% desses interessados procurem
a Caixa Econômica Federal até dia
31 deste mês. É claro que
todos devem correr atrás”,
destaca, Ele ainda afirma que o restante
dos mutuários, os 533, serão
beneficiados em breve. “O importante é saber
que existe uma solução. Antes
não tinha nada”, afirma o
Carlos Henrique Perrut.
Mesmo aqueles que estão em dia com
a parcela de financiamento das casas podem
entrar nessa nova proposta, que proporciona
um valor de pagamento menor. “O valor
pode cair em até R$ 10 mil. São
2.879 casas no bairro, sendo que 130 não
foram financiadas pela Engea. Já foram
leiloadas cerca de 40”, informa,
acrescentando que as prestações
serão fixas durante 12 meses, depois
desse período a dívida será reavaliada
e pode diminuir, dependendo da inflação.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
informou que terá uma reunião
hoje no bairro, às 19h30min, para
conversar com os moradores. “Pedimos
que as pessoas se empenhem. De graça
não vai sair e foi uma vitória
muito importante. Se houver outro conjunto
precisando de ajuda, pode nos procurar
que tentaremos interceder na questão,
como fizemos no bairro Vila Rica”,
finaliza.
|