Voltar Cris Oliveira

VILA RICA
Uma luz no fim do túnel
Sindicato dos Metalúrgicos e Associação de Moradores do conjunto conseguem refinanciamento de dívidas

     VOLTA REDONDA - O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Henrique Perrut e o presidente da Associação de Moradores do Bairro Vila Rica, Mauro Coelho, concederam, ontem, uma entrevista coletiva para informar que a situação de alguns moradores do bairro, que tiveram suas casas financiadas pela Caixa/Engea, será resolvida. A alternativa é refinanciar ou quitar a dívida por outro programa, chamado Ô de Casa, também da CEF.
     De acordo com Perrut, a participação do sindicato nas conversas foi um convite do presidente da associação de moradores do bairro, para dar mais força ao caso. De acordo com Mauro Coelho, depois do aumento dos valores das prestações e a entrada na Justiça com uma ação civil, ele encontrou alguns problemas com a Caixa e a Empresa Gestora de Ativos (Engea) para resolver a situação. “Depois do comunicado da execução das 600 casas, o sindicato entrou na conversa e conseguimos uma saída com a Engea. A participação do sindicato foi muito importante para conseguirmos esse outro programa”, diz o presidente da associação.
     De acordo com Mauro Coelho, esse programa possibilita um novo refinanciamento da dívida, sem o peso de uma entrada de quase R$ 1 mil - valor que as pessoas pagavam no antigo financiamento da Engea -, além de não pagar juros e a possibilidade de aumento das prestações em até 228 vezes. Muitos moradores do Conjunto Habitacional do Vila Rica deixaram de pagar suas casas há alguns anos, quando as prestações começaram a subir muito. Esse fato fez até o presidente da associação entrar com uma ação civil na Justiça. “Ainda está correndo, mas antes do Mauro entrar, cerca de 400 pessoas já haviam deixado de pagar o financiamento”, lembra Perrut.
     Mauro Coelho explica que quando ficou determinada a execução das 600 casas, 73 mutuários do bairro estavam tentando resolver a situação. Desses, 13 já conseguiram pelo programa Ô de Casa. “Existe um prazo para que pelo menos 50% desses interessados procurem a Caixa Econômica Federal até dia 31 deste mês. É claro que todos devem correr atrás”, destaca, Ele ainda afirma que o restante dos mutuários, os 533, serão beneficiados em breve. “O importante é saber que existe uma solução. Antes não tinha nada”, afirma o Carlos Henrique Perrut.
     Mesmo aqueles que estão em dia com a parcela de financiamento das casas podem entrar nessa nova proposta, que proporciona um valor de pagamento menor. “O valor pode cair em até R$ 10 mil. São 2.879 casas no bairro, sendo que 130 não foram financiadas pela Engea. Já foram leiloadas cerca de 40”, informa, acrescentando que as prestações serão fixas durante 12 meses, depois desse período a dívida será reavaliada e pode diminuir, dependendo da inflação.
     O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos informou que terá uma reunião hoje no bairro, às 19h30min, para conversar com os moradores. “Pedimos que as pessoas se empenhem. De graça não vai sair e foi uma vitória muito importante. Se houver outro conjunto precisando de ajuda, pode nos procurar que tentaremos interceder na questão, como fizemos no bairro Vila Rica”, finaliza.