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INFRA-ESTRUTURA
Loteamento esquecido
Moradores padecem com a falta de rede esgoto e água encanada

     BARRA MANSA - Os moradores do Loteamento São Domingos estão desesperados com os inúmeros problemas que têm enfrentado, sem qualquer ajuda da prefeitura. Trata-se da falta total de infra-estrutura nas ruas, da ausência de rede de água e esgoto e da sujeira que o bairro se tornou devido às enchentes de verão o deixarem semelhante a um brejo.
     Os moradores do Loteamento ainda padecem com a dificuldade de acesso ao posto médico. No ano passado, a prefeitura decidiu remanejar os moradores do Loteamento para receberem atendimentos médicos no Posto do Km 4, mas a mudança tem gerado múltiplos transtornos aos residentes no local.
     “ As pessoas estão tendo que andar três quilômetros a pé pela estrada totalmente de chão porque o prefeito tomou uma decisão sem pensar nos pobres. Nós não entendemos o motivo de não podermos ser atendidos no posto do Siderlandia”, desabafa o presidente da Associação de Moradores do bairro, José Alencar Pereira dos Santos.

ESQUECIMENTO

     O Loteamento ainda sofre com a difícil localização demográfica. O bairro localiza-se entre os Km 4 e o Siderlandia, sendo que a Avenida Antônio Paiva Duque não oferece condições mínimas para a utilização de pedestres e motoristas. “A avenida é o nosso acesso mais rápido ao Centro da cidade. Ela tem cerca de três quilômetros de barro e buracos. Nos dias de chuva a rua se torna uma grande correnteza de lama”, revela Alencar.
     O presidente conta que a verba de R$ 600 mil para pavimentação da avenida foi liberada em 1998 por meio do Planejamento Participativo, e confirmada no ano de 2002 como obras prioritárias na Planepar, mas o investimento concreto da prefeitura ainda não apareceu. “O Loteamento é esquecido pela atual administração. O prefeito só lembrou daqui na época das eleições quando fez campanha política na casa da diretora social da Associação. Depois desapareceu”,afirma José Alencar.
     Segundo ele, o responsável pela Superintendência de Serviços Públicos (Susesp), José Renato de Carvalho, prometeu que a obra seria realizada ainda no ano passado, mas a situação permanece a mesma. A situação do loteamento é caótica. Para acrescentar à falta de rede esgoto, no alto do morro que encerra a Rua Planejada há uma nascente de água que nos dias de chuva tem inundado as ruas do bairro com lama, e, com isso, multiplicado os problemas.
     “ Com as chuvas, as águas trouxeram terra dos morros para as ruas. Com isso, até o córrego desapareceu”, desabafa o presidente da associação de moradores. Além do aterramento do córrego o barro encobriu a caixa coletora de águas pluviais. De acordo com o presidente, ele já cansou de procurar a prefeitura para solicitar as melhorias para o bairro, mas até o momento nenhuma atitude em prol da comunidade foi tomada pela atual administração.
     “Eu já cansei de entrar em contato com os secretários do prefeito e também com a ouvidoria. O Lúcio Teixeira disse que eu tenho que conseguir um vereador para apadrinhar o loteamento e depois as obras vão aparecer”, afirmou Alencar.

ENCHENTES NATALINAS

     O presidente da associação critica a falta de atenção da Defesa Civil com o bairro. Segundo ele, no dia 23 de dezembro do ano passado, o loteamento ficou repleto de barro por toda a extensão devido às chuvas fortes. Na época, ele afirma ter entrado em contato com o órgão municipal e os moradores não receberam a ajuda necessária.
     “ Eu pedi que a Defesa Civil viesse socorrer o bairro que estava em situação de calamidade pública, e eles não vieram. Pedi também para que o órgão desse um auxílio aos moradores a respeito da maneira de serem construídas as casas nos morros e não obtive nenhuma resposta”, criticou Alencar. Para contribuir com a piora do local, José Alencar revela que nos dias 21 e 22 de dezembro, a prefeitura despejou dois caminhões de terra em frente ao terreno da associação, próximo as ruas devastadas pelos deslizamentos dos barrancos.