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A fraqueza do governo
      O Governo do Estado está completamente perdido no relacionamento com os topiqueiros e os empresários de ônibus. Enquanto os primeiros, em sua maioria, trabalham ao arrepio da lei, auferindo grandes lucros em empreendimentos nem sempre legais, os segundos enfrentam as dificuldades inerentes ao empresariado brasileiro, com a pesada carga tributária que lhe é atribuída.
      Na ânsia de fazer política, buscando angariar o apoio dos proprietários e empregados do transporte alternativo, o governo lhes concede benesses que, em nenhum momento, são concedidos aos empresários.
      É uma luta desigual travada pelos proprietários de empresas estabelecidas e que exploram o transporte coletivo através de concessão, mantida a duras penas, em alguns casos.
      O governo acende uma vela para Deus e outra para o diabo. Quer agradar os topiqueiros, mas não quer desagradar os rodoviários ligados aos ônibus. Na verdade, ele não consegue nem uma coisa nem outra. Concede anistia de multas para as vans, depois revoga a decisão, demite o presidente do Detro e a coisa vai caminhando para o descalabro. Quer acariciar os empresários, massageando-lhes o ego, mas nada faz de concreto para garantir-lhes o direito adquirido por lei.
      Enquanto isso, o chamado transporte alternativo vai crescendo de forma desordenada e que já foge completamente ao controle das autoridades. Os empresários de coletivos a tudo assistem, estarrecidos com a fraqueza do governo, inerte para combater o transporte ilegal que se mistura àquela minoria legalizada.
      Não é hora, evidentemente, de se fazer política eleitoreira em cima de assunto de tamanha envergadura social. O governo peca por querer agradar a gregos e troianos, esquecendo-se do seu compromisso maior, assumido com a população.
      Vamos torcer para que o bom senso retorne aos homens e a mulher que governam o estado e que façam prevalecer a lei, respeitando a legitimidade das concessões outorgadas às empresas e afastando aqueles que vivem na marginalidade.
      É o que se espera de um governo que se afirma moralizador e cumpridor dos ditames legais.