Líderes
comunitários criticam serviços
da ouvidoria da prefeitura
BARRA MANSA - Todo mandato público
requer do administrador “jogo de
cintura” para trabalhar com as lideranças
comunitárias. Na cidade, a dificuldade
de relacionamento entre os poderes durou
anos, até que o prefeito conseguiu
se integrar às associações
por meio das famigeradas promessas eleitoreiras.
Mas parece que as lideranças comunitárias
estão espertas em relação à ausência
total de obras.
Dados da administração pública
apontam os serviços realizados pelo
setor de ouvidoria como um termômetro
que verifica de maneira eficaz, sem margens
de erros (?), a popularidade do governo
municipal. E ainda que a administração
municipal esteja com índices altíssimos
de aprovação popular (?),
o fato é contraditório, de
acordo com as entrevistas realizadas pela
equipe de reportagem de A VOZ DA CIDADE.
“Algumas coisas
são atendidas e outras, não.
Pedidos simples como a limpeza das
ruas do bairro até são
atendidos, mas melhorias para a Rua
Castro Alves, por exemplo, nada foi
feito. De verdade, eu não acho
que seja bom o serviço de ouvidoria.
No máximo mais ou menos. Eu
já cansei de ligar para pedir
ações para a Rua Castro
Alves. No local tem até bichos
peçonhentos entrando dentro
das casas e nada foi feito até agora”.
Vanda Lúcia, presidente da Associação
de Moradores do São Luiz |
“Geralmente é muito
difícil conseguir alguma coisa.
Os atendentes anotam as reclamações,
mas nunca saem, do papel. Por exemplo,
agora eu estou com a limpeza da área
de lazer. Já estou cansada de
ligar para a ouvidoria para pedir os
reparos nas iluminações
da própria área de lazer,
da quadra e também da raia de
malha. Está tudo no escuro e
a prefeitura não faz nada. Os
brinquedos da praça estão
necessitando de consertos. A gente
liga e manda ofício, mas nada é atendido.
E ainda agora o prefeito inventou de
obrigar os presidentes de associação
a terem que ser intermediados por um
vereador para pedir qualquer coisa à prefeitura”.
Presidente interina da Associação
de Moradores do Ponto Final de Saudade,
Maria da Glória Miranda |
“Neste segundo
mandato do prefeito não tenho
conseguido nada, nem por meio do telefone
nem pessoalmente. No primeiro, a equipe
da prefeitura era mais humilde e nos
atendia com muita gentileza. Agora
nada é feito em prol das comunidades,
somente recebi promessas. Eu pedi a
limpeza do bairro e fizeram um trabalho
porco. Deixaram o mato entulhado e
encostado em uma rua do bairro. Estou
saindo da presidência da associação
e o pouco que foi feito foi graças
a muitas denúncias. Eles só me
atenderam pela dor e não pelo
amor à comunidade.” Zé Carpinteiro,
presidente da Associação
de Moradores do bairro Nossa Senhora
de Lourdes (Vila Brígida) |
“Eu não
consigo nada para o bairro pela ouvidoria.
O serviço não é nada
bom. O Loteamento é esquecido
pela atual administração.
Não temos um serviço
decente de limpeza nem de água
e esgoto. Aqui falta tudo e só nos
restam promessas. Na época da
campanha eleitoral o prefeito fez a
casa da diretora social da associação
de comitê político. Ele
fez diversas promessas e agora nem
ao menos nos atender para ouvir nossos
clamores ele faz. Eu já cansei
de ir até a prefeitura e sempre
ouvi a mesma coisa, de que será feito
em breve. Só que as enchentes
não esperam a boa vontade do
prefeito.” José Alencar,
presidente da Associação
de Moradores do Loteamento São
Domingos |
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