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Falta de respeito
A Prefeitura de Barra Mansa vem caracterizando a sua ação pelo desrespeito aos direitos do cidadão, como se ela tivesse o supremo poder de juiz e carrasco. São fatos que somam a cada dia, relegando a população a nível inferior.
Alguns fatos são corriqueiros e já não causam nenhum impacto, tal a sua regularidade. Outros, porém, são da mais extrema gravidade e não podem cair no esquecimento nem serem abafados pela propaganda enganosa do prefeitinho.
A comunidade assiste, estarrecida, ao drama vivido pela família de Marli da Conceição Maurício, uma mãe de 37 anos que perdeu a única filha, Vitória, no Hospital Maternidade, onde passou pelos serviços de parto.
O hospital, em laudo entregue à família, declara que a criança nasceu morta, mas o IML, para onde foi o corpo encaminhado, afirma, de outro laudo, que Vitória nasceu viva e a causa da morte teria sido ação contundente, ou seja, um aprisionamento em algo plano.
A família, em desespero, procurou a direção do hospital que não acrescentou nada ao fato, corroborando com o laudo do médico que assistiu ao parto, sem o cuidado de buscar esclarecimentos maiores para dar à família.
Agrava-se, ainda mais, o drama vivido pelos familiares de Vitória, com a permanência, há três dias, do corpo no IML, sem dar aos pais o direito do sepultamento.
O fato reveste-se da maior gravidade e não pode, evidentemente, ser incluído entre os assuntos administrativos, em respeito à dor que a família sofre e aos direitos inerentes ao cidadão.
A família vai acionar a Justiça para esclarecer os fatos e já conta com a simpatia de toda a comunidade, tal o desrespeito que vem sofrendo da administração municipal e da direção do hospital.
Parece que para o prefeitinho e sua equipe a vida de Vitória valia muito pouco e o drama da família não lhes diz respeito, absolutamente.