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VERBA CARNAVALESCA
Agremiações reclamam
Atraso na liberação prejudica a qualidade das fantasias produzidas

BARRA MANSA - Parece que a prefeitura quer realmente boicotar o carnaval da cidade. Além de ter transferido, no ano passado, a festa popular para o Parque da Cidade, este ano a verba ainda não chegou às mãos das agremiações. O atraso na liberação prejudica a qualidade das fantasias produzidas e gera um tumulto nos dias que antecedem o início da festança.
De acordo com o carnavalesco Ronaldo Maurício dos Santos, (Koka), há demora na liberação da verba mínima, no valor de R$ 5 mil para cada agremiação carnavalesca. Koka revela que o valor não supre nem a metade do dinheiro necessário para a realização de um carnaval com qualidade média. “O dinheiro é pouco para pagar os gastos com o carnaval. Mas a comunidade se une e custeia os valores restantes para financiar as fantasias”, revela o carnavalesco.
A estimativa dos gastos médios para se colocar um bloco na rua chega a R$12 mil. Segundo Koka, além da verba ser baixa a prefeitura exige que cada agremiação desfile com 120 integrantes. “Para atender às exigências colocamos 50 pessoas na bateria. Os integrantes das alas pagam as fantasias. Fazemos carnaval porque adoramos, porque se não já teríamos desistido há muitos anos”, desabafa o carnavalesco.
No domingo de carnaval, se apresentam as escolas de samba Chacrinha (Roberto Silveira), Império da Saudade e Santa Clara. Na segunda-feira, será a vez dos blocos Pulo do Sapo (Vila Brígida), Periferia Leste (bairros da região leste) e a Banda G (agremiação de gays de toda a cidade). Todas as atividades carnavalescas terão início às 20 horas.
Para contribuir com o pagamento das despesas das agremiações são feitos pelas lideranças atividades para arrecadação de dinheiro para o custeio do carnaval. Koka explica que até um livro de ouro esta sendo feito para ajudar no orçamento dos blocos. “Tem pessoas que não podem pagar o valor de R$ 30. Por isso fazemos eventos para pagar as fantasias gratuitas”, afirma o folião.

PARQUE DA CIDADE

No ano passado, a festa da carne, como é conhecido popularmente o carnaval já aconteceu no Parque da cidade. Mas as reclamações da população não foram suficientes para retorna-la para a Avenida Joaquim Leite. Koka revela que o local não tem adequação para as necessidades de espaço da festa popular que atrai milhares de participantes.
Segundo o folião, o espaço definido para o trajeto das agremiações não atende nem em relação ao espaço nem ao tamanho. “A pista é pequena. Eu não gostei daqui. A avenida, com certeza, é melhor”, comenta o carnavalesco. Koka completa que o parque tem uma iluminação fraca e a extensão ficou curta demais para que haja um desfile decente.
“O parque tirou o brilho do carnaval da cidade. Apenas o Ferreirão do Leão continua a desfilar na avenida”, critica o folião.