O prefeito de Barra Mansa, na sua condição
de turista, nada conhece da história
do município, o que o leva, certamente,
a cometer desrespeitos com pessoas que
se inserem a essa história de forma
insofismável.
Na recente desapropriação
do Clube Municipal, ele conseguiu, de uma
tacada só, conspurcar imagens que
escreveram, durante anos, uma das mais
belas histórias de uma entidade
que sempre honrou e foi motivo de orgulho
para a sociedade barramansense.
Sob a justificativa absurda e descabida
de se construir no local uma área
de lazer, o prefeito rasga a história,
sem considerar o passado do Clube Municipal.
Sem muito esforço, podemos lembrar,
entre outro tanto, Carlos Haasis, Sebastião
de Paula Coutinho, Álvaro Millen,
Willys Rollim, Hamilton Sampaio Gomes (pai
e filho), Olavo Lobo, Nabib Arbex, Antonio
Nagib, João Cândido Rodrigues
de Andrade, Joaquim Morais, Moysés
Braga Lima, Maurílio Fabiano, Wandyr
de Carvalho, Luiz Menezes, Alexandre Pollastri
Filho, Antonio Almeida, José Carlos
Faria, Manuelito Reis, Guilherme Carvalho
Cruz, Luiz Amaral, Deyse Maia, Vivaldo
Barbosa, Ademir Melo, Odir Ramos Bastos,
João Pançardes, Miguel Rodrigues,
Nando Coimbrão e Ademir Melo. Todos
deram uma grande parcela e muito sacrifício
pessoal para que o Clube Municipal se mantivesse
em lugar destacado.
Como é de praxe no prefeito de Barra
Mansa, tudo isso foi mandado às
favas e ele, na sua excelsa figura de mandatário,
com uma assinatura desrespeitou todo o
passado de trabalho e sacrifício
de uma plêiade de homens que, em
sua maioria, não tiveram a insatisfação
de conhecer ou conviver com figura tão
medíocre.
Agindo arbitrariamente, o prefeito não
procurou o quadro social do clube ou seus
benfeitores para uma consulta prévia
nem ouviu outros segmentos da sociedade
organizada e de maneira solerte ele, simplesmente,
encerrou toda uma história, como
se fosse o senhor do bem e do mal.
A sua atitude está recebendo o repúdio
de toda a comunidade e a sua popularidade
está crescendo igual a rabo de cavalo.
Prefeito, pare de brincar com a tradição
de Barra Mansa, cidade onde caiu de pára-quedas
e recebeu abrigo, fazendo de um obscuro
engenheiro o seu chefe.
Retribua pelo menos com dignidade e respeito
o que recebeu de um povo sempre aberto
a acolher os que aqui aportam. Não
faça com que essa mesma comunidade
se arrependa de, um dia, ter-lhe estendido
a mão.
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