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Munique
Ataque terrorista sem precedente
foi mostrado ao vivo

Spielberg é, sem dúvida, o mais corajoso diretor e produtor cinematográfico de todos os tempos. Quando seus trabalhos ficam perto do mais ou menos ele lança nada mais nada menos que uma grande obra de arte. É dessa forma que Munique está sendo conhecido em todo o mundo. Na região Sul Fluminense, esse filme pode ser assistido nas telas do Cine Show de Volta Redonda, Barra Mansa e Resende.
Com certeza, desde 1993, quando estreou a Lista de Schindles, ele não estava tão inspirado. Apesar de ser longo, e com um acúmulo extraordinário de informações, Munique é transformado pouco a pouco em um grande espetáculo por Spielberg.
A história retrata o acontecido em setembro de 1972, quando um ataque terrorista sem precedentes foi mostrado ao vivo para 900 milhões de telespectadores no mundo todo e se desdobrou em uma violência imprevisível.
Esse fato era a segunda semana das Olimpíadas de Munique, na Alemanha Ocidental, e os jogos estavam sendo chamados de As Olimpíadas da Paz e da Alegria. De repente, sem aviso nenhum, um grupo extremista palestino conhecido como Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica, matou dois membros da equipe israelense e manteve outros nove como reféns. A tensão foi crescendo e resultou num trágico massacre que terminou 21 horas mais tarde quando o jornalista Jim McKay pronunciou as terríveis palavras: “Estão todos mortos”.
Enquanto o terror de Munique era visto e sentido em todo o mundo, a secreta conseqüência do evento permaneceu desconhecida. No centro dessa história está Avner (Eric Bana), o jovem patriota israelense e oficial da inteligência de seu país. Ainda de luto pelo massacre de Munique e enfurecido por sua selvageria, Avner recebe de um oficial do Mossad uma missão secreta inédita na história israelense: abandonar sua mulher grávida e sua identidade para caçar e matar os 11 homens acusados pela inteligência de Israel de planejar os assassinatos em Munique. Apesar de sua juventude e inexperiência, Avner logo se torna o líder de uma equipe de quatro recrutas distintos, mas muito habilidosos.
A direção de Spielber, é com certeza, surpreendente, a fotografia, magistral, uma trilha sonora das mais belas e um roteiro bem amarrado e polêmico. Os atores presentes no filme apenas fazem o que lhes é pedido. Porém, o ponto principal do filme é o ser humano e Spielberg atingiu em cheio sua meta. Vale a pena conferir, nos cinemas da região.