HISTÓRIAS
E FATOS
José Antônio da Silva Duque
CONFERÊNCIA MUNDIAL DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE
(CONTINUAÇÃO)
QUANTA RIQUEZA!
Mas, se nos orgulhamos de tudo isso, sentimo-nos
desconfortáveis em admitir erros
de manipulação do meio ambiente,
como as queimadas que destroem nossas florestas
e podem levar a desertificação;
a exploração de nossos recursos
naturais, sem um estudo de impacto ambiental.
Não queremos imitar os países
do primeiro mundo que, inadvertidamente,
destruíam suas coberturas vegetais
e, hoje, tentam patrulhar a soberania brasileira
sobre seus recursos naturais. Esses países
desenvolvidos e nós brasileiros
estamos conscientes de que a destruição
de nossas florestas é um crime contra
a humanidade.
Nós, trabalhadores brasileiros em
geral, resolvemos e decidimos fazer algo
que pudesse realmente destacar a nossa
participação principalmente
os sindicalizados, no processo de conscientização
comunitária, não só nos
aspectos de segurança e saúde
ocupacional, mas também no de meio
ambiente. E o ponto de partida foi a proposição
de tornar a Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes (CIPA),
em um Comitê sediado nas empresas,
por obrigatoriedade e exigência do
Ministério do Trabalho, em órgão
ambientalista ativo.
Assim foi criada a CIPAMA, na Fábrica
da Du Pont, do Brasil em Barra Mansa-RJ,
que assimilou, aceitou e desenvolveu as
idéias propostas pelo Sindicato
tendo sempre um representante direto do
Sindicato eleito pelos funcionários
como Vice-Presidente, sendo que todos os
membros eleitos para a CIPAMA eram filiados
ao Sindicato.
Este fato, como demonstrou na época
e com o passar do tempo, tornou essa Comissão
mais ativa, e mais participante. Desta
forma constatamos que aquele receio do
trabalhador de apontar os desvios indesejáveis
no seu setor de trabalho com medo de reação
da supervisão deixou de existir.
Pelo contrário, nossos filiados
fazem parte do processo de correção
e melhoria das condições
inseguras e de meio ambiente.
E mais, ele estava consciente do que sua
saúde, sua segurança, seu
bem estar dependiam de um meio ambiente
harmônico. E mantê-lo harmônico
não é cuidar somente de coisas
específicas ou isoladas, mas de
um todo que tenha o homem como agente da
conservação dos bens da natureza.
A ação da CIPAMA cresceu
de importância num contexto que apresentava
na época a cidade de Barra Mansa
sem infraestrutura de saneamento, servido
por um rio, o Paraíba com afluentes
de vários cursos d'água altamente
poluídos.
O Rio Paraíba é responsável
por 80% da água consumida na cidade
do Rio de Janeiro, a segunda mais populosa
do Brasil, com mais de nove milhões
de habitantes. Mas é justamente,
contra esta poluição que
o processo de conscientização
iniciado de fórmula modesta pela
CIPAMA para que todos pudessem cobrar das
autoridades constituídas e de suas
empresas empregadoras, medidas de eliminação
ou de minimização das fontes
poluidoras. Por isso é uma necessidade
da qual o mundo não deve abrir mão.
Só assim, através da educação,
poderíamos freiar a agressão à natureza
e utilizá-la sem destruí-la.
Os trabalhadores dever usar a mídia
não só para denunciar problemas
trabalhistas, mas principalmente, apresentar
soluções globais que beneficiem
o trabalhador e a comunidade onde estão
inseridos.
Proteger o meio ambiente é o objetivo
de todos nós, conscientes de que
estaremos legando a nossos filhos um futuro
com melhor qualidade de vida.
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