| PARALISAÇÃO
Professores aderem em 80%
BARRA MANSA - Conforme decidido em assembléia
dia 8, os profissionais da rede municipal
de ensino fizeram ontem, pela manhã,
uma paralisação de meio período,
seguida de passeata até a prefeitura
para reivindicar melhores condições
de trabalho e denunciar os baixos salários.
O objetivo foi pressionar o governo municipal
a receber uma comissão do Sepe para
discutir itens mais específicos
da educação. Cerca de 350
professores e profissionais administrativos
se concentraram na Praça da Matriz
e fizeram panfletagem no Centro.
Com faixas, cartazes e vestindo camisas
estampadas com o símbolo da cidade,
chorando, e o slogan Chega de Sofrer! Reajuste
salarial já!, os professores pediram
apoio à população.
Distribuíram uma carta aberta à população
explicando o motivo da paralisação
e em seguida partiram em passeata em direção à prefeitura.
O movimento teve adesão de 80% dos
profissionais das 63 escolas municipais.
Uma comissão formada por dez pessoas,
entre membros do Sepe, funcionários
e professoras, tentou conversar com o prefeito
para marcar uma audiência, mas conseguiram
falar apenas com o secretário de
Governo, Lúcio Teixeira e o secretário
de Educação, José Amaral. “A
atitude do Amaral foi de muita pressão.
Ele disse que iria descontar a meia paralisação
do salário dos professores, mas
não tem como ele fazer isso. Houve
aula e uma semana antes do movimento entregamos
cartas aos pais”, justifica um dos
diretores do Sepe, Paulo César de
Souza, secretário responsável
pela aposentadoria e funcionários
municipais e estaduais.
Segundo a coordenadora regional do Sepe,
Mariana Caetano, o secretário de
Governo disse que o desconto no salário
dos professores que aderiram ao movimento
foi “decidido em consenso entre o
secretariado”. “Se não
teve autorização do prefeito,
pareceu que essa ordem tenha partido do
secretário de Educação”,
observa. “O secretário de
Governo disse, ainda, na reunião,
que no ano passado eles (a prefeitura)
foram muito bons com a gente durante a
miniparalisação e que este
ano seria descontado. Com isso, parece
que o prefeito não está preocupado
com os alunos e quer fechar o canal de
comunicação com o sindicato”,
completa Mariana, convocando a categoria
a “construir o movimento”.
ASSEMBLÉIA GERAL
Na parte da tarde, os professores se
reuniram na Câmara Municipal para
definir um cronograma de atividades para
a mobilização. Cerca de 250
profissionais participam da assembléia.
Foi definido que, na próxima quarta-feira,
será realizada uma nova miniparalisação.
Pela manhã, os professores farão
um trabalho de conscientização
com a população, panfletando
pelos principais bairros da cidade. Enquanto
isso, uma comissão de professores
e membros do Sepe vai procurar os vereadores
que apoiaram a causa para pedir que solicitem
uma audiência com o prefeito. Para
o mesmo dia, às 15 horas, está programado
um ato público em frente à prefeitura
a fim de pressionar o governo a marcar
uma negociação.
Durante a assembléia também
foi proposta uma ampla divulgação
do movimento com a confecção
de faixas e cartazes e o envio de um ofício à prefeitura,
solicitando uma audiência para negociar
itens específicos.
À
noite, uma comissão do Sepe e alguns
professores acompanharam a sessão
da câmara e conversaram com alguns
vereadores a fim de buscar apoio para o
movimento. O vereador José Maurício
(PT), que acompanhou as assembléias
anteriores, manifestou total apoio.
Os profissionais de educação
reivindicam reposição salarial
de 65%, referente às perdas salariais
dos últimos dez anos, implantação
do Plano de Cargos e Carreira, convocação
dos concursados, incorporação
da dupla regência e contrapartida
da prefeitura na contribuição
do Fundamp, entre outros.
|