| Teto
de escola em construção desaba
no bairro Cotiara
BARRA MANSA - Os moradores da Rua Erondina
de Souza, no bairro Cotiara, levaram um
susto, ontem, pela manhã, quando
encontraram parte da estrutura da escola
municipal que está em construção
desabada. O acidente aconteceu terça-feira,
por volta do meio-dia. Funcionários
das empresas Costa e Silva, e NM Engenharia
trabalhavam na concretagem da laje do segundo
andar da escola, quando as vigas que sustentavam
a laje cederam. Segundo o fiscal da obra,
José Alves, uma das madeiras que
escorava a laje não suportou o excesso
de concreto e acabou desabando. No momento
do acidente, trabalhavam cinco funcionários
da empreiteira Costa e Silva Engenharia
e um deles, depois da queda sentiu dores
nas costas e recebeu os atendimentos médicos
necessários. “O Júlio
foi atendido na Santa Casa, fez exames
e está tudo bem. Não houve
ferimentos. Ele está de repouso”,
informou o fiscal da obra que assumiu o
trabalho há 70 dias, quando a construção
da escola foi retomada. A construção
da unidade se arrasta por mais de dez meses.
“
Já fizemos o contrapiso, o sistema
de água pluvial, rede de esgoto,
mas com esse acidente a obra deve atrasar
20 dias, porque a laje terá que
ser refeita”, completa o mestre-de-obras.
O diretor Executivo da Susesp (Superintendência
de Obras e Serviços Públicos),
José Renato Bruno de Carvalho, que
esteve ontem no local pela manhã para
acompanhar a obra, afirmou que o acidente
não terá nenhuma conseqüência
negativa no andamento da construção
e que tecnicamente não houve problemas. “A
prefeitura vai apurar a causa do acidente.
Há várias hipóteses,
mas numa primeira avaliação
pode ter havido alguma falha na operação
de concretagem”, ressaltou José Renato,
explicando que o impacto da queda da laje
não irá comprometer a estrutura
da futura escola. “Não é comum
acontecer esse tipo de acidente, mas infelizmente
aconteceu. É o primeiro em cinco
anos em que estou à frente da Susesp.
Não houve problemas técnicos
nem de segurança. A chuva atrapalha
mais a obra que qualquer outra coisa”,
enfatiza José Renato, lembrando
que a empresa responsável pela obra
deverá ter um prejuízo de
cerca de R$ 10 mil.
Trabalham na construção da
escola municipal cerca de 30 funcionários
das empresas Costa e Silva e NM engenharia,
contratadas pela prefeitura. Os responsáveis
técnicos pela obra são Eliane
Maria da Silva Santiago, o arquiteto Robison
de Lacerda e o engenheiro civil Joel de
Siqueira.
Orçada em R$ 700 mil, a nova unidade
receberá os alunos da Escola Municipal
Professor Moacir Arthur Chiesse. Segundo
a associação de moradores,
essa é uma reivindicação
antiga para o bairro Cotiara.
Depois do acidente, a principal preocupação
dos moradores é a qualidade das
obras. A dona-de-casa Rogéria Reis
Rodrigues, 32 anos, tem uma filha de oito
anos, que será transferida de outra
unidade para estudar na escola Moacir Chiesse. “Quando
fiquei sabendo da queda dessa laje levei
um susto muito grande. Logo imaginei minha
filha estudando aí. Nossa, seriam
muitas vítimas”, diz a dona-de-casa.
Outra moradora, Regina Martins Costa, 48
anos, teme que seus dois netos corram perigo
ao estudar na escola. “Colocar a
vida das crianças em risco. Isso
não existe”, critica.
Diante da preocupação dos
moradores, o líder comunitário
Claudemir José dos Santos, conhecido
como Renato vai enviar um ofício à prefeitura
solicitando uma fiscalização
mais rigorosa da construção. “Vamos
pedir a vistoria de um corpo técnico
de fora da prefeitura para fazer uma inspeção
na obra porque depois pode acontecer um
acidente mais grave. Quem tinha que ver
isso era a associação, mas
ninguém tomou providência
nenhuma”, critica Renato, informando
que o documento será enviado esta
semana para a prefeitura.
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