O prefeito de Barra Mansa, pelo volume
de manifestações chegadas
ao seu gabinete, pôde avaliar a impopularidade
que alcançou com a medida antipática,
antiética e despótica da
desapropriação do Clube Municipal,
denunciada em editorial por A VOZ DA CIDADE.
A comunidade assiste, estarrecida e revoltada, à perpetuação
de uma outra medida que foge inteiramente
aos interesses comuns, deixando no ar a
pergunta: a quem interessa e beneficia?
O prefeito, não satisfeito de meter
a caneta no processo de desapropriação
do Clube Municipal, acaba de desapropriar,
também, o que resta do antigo Estádio
Capitão Esperidião Geraidini,
na Rua Cristóvão Leal. O
pretexto é tão pobre como
o que apresentou para justificar a desapropriação
do Municipal. Ele quer construir uma escola
municipal na área do Barra Mansa
Futebol Clube.
Será uma escola em cima de outra
escola, pois o tradicional Barão
de Ayuruóca está, justamente,
no outro lado da referida rua.
Incompetência que se repete a cada
hora. No caso do Barra Mansa, o rolo compressor
do prefeito atropelou outras tantas figuras
que lutaram para preservar o pouco que
resta do patrimônio do clube.
Desde Esperidião Geraidini, depois
Nelson Geraidine, Climério Vigorito,
Giuseppe Manzela, Darcy Lomba de Oliveira,
Renato Ferreira, Celso dos Prazeres, Geraldo
Sá, Ronaldo Ferreira, Bruno Maciel,
Luiz Amaral, Geraldo Maximiano, a família
de Sebastião Alves, Silvio Antonio
Francisco, Luiz Carlos Cotrim, entre tantos
outros, foram cidadãos que construíram,
com suor e lágrimas, o patrimônio
que hoje, o prefeito turista entende ser
de sua competência destruir.
Ele, que não é de Barra Mansa,
certamente não conhece (mas devia
conhecer) a história do Leão
do Sul, o primeiro clube brasileiro a se
profissionalizar (depois, viria a Ponte
Preta, de Campinas). Clube que durante
quase um século deu alegrias a gerações
e gerações, revelando para
o futebol brasileiro grandes nomes.
Difícil entender a cabecinha do
prefeito. Ela se tem revelado muito pequena
para conter a grandiosidade da história
de Barra Mansa. Nos casos específicos
do Clube Municipal e do Barra Mansa Futebol
Clube, ela faltou com o respeito ao passado,
destruiu o presente e impediu o futuro.
Convenhamos: é muita incompetência
e incapacidade para gerir os destinos de
nossa terra. Pior que isso: é o
total abandono aos compromissos que ele
jurou respeitar quando foi empossado prefeito.
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