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PALMITOS
foram doados para instituições
filantrópicas de Resende
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Guarda
Municipal
Palmiteiros são presos
Acusados contaram
que estavam cortando palmito porque estão
desempregados
RESENDE - O Grupamento Especializado em
Fiscalização Ambiental (Gefa)
da Guarda Municipal prendeu na madrugada
de ontem Moacir Rufino de Souza, 43 anos,
Luciano de Oliveira Gonçalves, 24
e um menor. O trio, que reside em Cunha,
no interior paulista, é acusado
de extrair palmito ilegalmente numa área
de preservação ambiental
localizada no distrito de Engenheiro Passos,
em Resende. No acampamento dos palmiteiros
a Guarda Municipal apreendeu dois feixes
de palmito juçara com 100 peças
cada um.
A apreensão aconteceu por volta
das 4 horas, quando o trio foi surpreendido
pela Guarda Municipal. “Recebemos
uma denuncia anônima e fomos ao local
por volta das 14 horas, quando conseguimos
encontrar uma trilha feita pelos palmiteiros.
Por volta das 19 horas encontramos o acampamento
e os feixes de palmito escondidos na mata.
Como não tinha ninguém no
acampamento, ficamos aguardando para dar
o bote hoje de madrugada”, conta
o comandante da Guarda Municipal, Jorge
Herculano, salientando que na hora da abordagem
havia quatro palmiteiros, no entanto, um
deles conseguiu fugir se embrenhando pela
mata fechada. “A apreensão
só foi possível graças
ao desempenho e esforço de oitos
guardas municipais que tiveram que passar
a noite na mata com vários obstáculos”,
diz.
Para o responsável pelo núcleo
de fiscalização do Ibama,
Gustavo Tomzhinski, a parceria com a Guarda
Municipal é de grande importância
para a preservação do entorno
do Parque Nacional, no âmbito nacional,
estadual e municipal. “Esse apoio
que a Guarda de Resende vem dando ao Ibama
tem sido muito importante para a preservação
ambiental”, comenta.
Levados para a 89ª DP (Resende), Moacir
e Luciano foram autuados em flagrante pelo
delegado titular, Marco Antônio Alves,
por crimes de corrupção de
menor e ambiental. “Nesses casos
os acusados podem pegar de seis meses a
cinco anos de cadeia”, comenta o
delegado.
Durante depoimento os dois acusados contaram
que estavam cortando palmito ilegalmente
porque estão desempregados. “Minha
mulher está grávida de oito
meses. Fui para Queluz, cidade no interior
paulista, para tentar arrumar emprego e
como não consegui fiquei desesperado
porque minha mulher vai ter neném
no próximo mês e fui cortar
palmito, já que foi o único
serviço que apareceu”, diz
Luciano. “Sabia que era ilegal cortar
palmito, mas não tenho em que trabalhar
e foi o único tipo de serviço
que encontrei para sustentar meus cinco
filhos”, disse Moacir.
Segundo os técnicos do Ibama, pelo
tamanho dos feixes de palmitos apreendidos
foram derrubadas aproximadamente 180 árvores. “Eles
contaram que o feixe de palmito seria vendido
por R$ 50”, dizem os técnicos
que doaram os palmitos para instituições
filantrópicas de Engenheiro Passos
e Resende.
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