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O
vice-presidente da CUT-Rio, Darby Igayara
(E) visitou a cidade para contestar
denúncias da oposição
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ELEIÇÕES
CUT desmente sindicalistas
Processo eleitoral
está obedecendo
ao estatuto
VOLTA REDONDA - O vice-presidente da Central Única
dos Trabalhadores (CUT-RJ), Darby Igayara,
contestou afirmações do presidente
daquela central, Jayme Ramos, e do eletricista
da Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN) Renato Soares de que a direção
do Sindicato dos Metalúrgicos estaria
tentando enganar as chapas de oposição
publicando o edital de convocação
para as eleições de abril
próximo em jornal cujo caderno não
circula na região e inexistente
na edição a que se refere
o sindicato.
As declarações dos dois foram
publicadas em vários jornais e boletins
locais e do Rio de Janeiro. Eles criticam
a forma como a diretoria do Sindicato dos
Metalúrgicos de Volta Redonda vem
conduzindo o processo eleitoral do órgão.
Para esclarecer o assunto, o sindicalista
passou o dia de ontem na Cidade do Aço.
Ele se reuniu com diretores do sindicato
e concedeu uma entrevista coletiva à imprensa,
na sede do órgão. Segundo
ele, o processo eleitoral está obedecendo
ao estatuto do sindicato e está sendo
conduzido da forma mais transparente possível.
“
Há contradições” -
afirma ele, referindo-se às supostas
denúncias. “O Renato não é mais
dirigente da CUT. Ele já disse que
saiu e eu aceitei a saída dele.
Ele tem muitas contradições.
Uma hora diz que é da CUT e na outra,
não. Como eles contestam um edital
que foi publicado nos jornais O Globo e
A VOZ DA CIDADE e ainda no boletim do sindicato?”,
questiona o sindicalista, fazendo questão
de frisar que o processo eleitoral está sendo
o mais transparente e democrático
possível.
“
Se houve coisa errada foi no passado. Mas
se o Jayme coloca assim ele está equivocado.
Não está acompanhando o processo
daqui. Me parece que ele (Jayme) não
concorda com certas coisas. Em que momento
o Jayme esteve aqui em Volta Redonda durante
os 15 dias de greve do pessoal das empreiteiras
da CSN? Eu estive para apoiar os companheiros.
Ele priorizou o congresso estadual da CUT,
que será realizado em maio e não
o trabalhador. Mas é fundamental
que essa eleição aconteça
e possa ser um referendo. Queria que houvesse
outras chapas concorrendo. Mas são
os trabalhadores que vão confirmar
quem vai dirigir o sindicato”.
O secretário geral da Confederação
Nacional dos Metalúrgicos (CNM)
e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos,
Jadir Baptista, que também participou
da entrevista coletiva, aproveitou para
dar mais uma alfinetada em Luizinho. “Quem
está conduzindo o pleito eleitoral é a
CUT e vamos manter a transparência
do mesmo. Desta vez não vai haver
Diário Oficial nem sumiço
de urna com cédulas”, ironizou.
Ele se referia à época em
que Luiz de Oliveira Rodrigues, o Luizinho,
era presidente do sindicato e publicou
o edital de convocação para
as eleições na entidade,
no Diário Oficial da União
e, na ocasião a chapa de oposição,
encabeçada pela CUT, perdeu o prazo
de inscrição para concorrer
ao pleito. Na mesma eleição
várias urnas sumiram e a credibilidade
do resultado foi contestada pela oposição
sindical.
Jadir foi mais além. Tocou numa
ferida que ainda está aberta e vai
dar muito o que falar: a CPI da privatização
das estatais, criada recentemente pelo
Congresso Nacional. “Quando a CSN
e a FEM foram privatizadas, o Luizinho
era o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
e membro conselheiro da CSN. Ele e o Renato
têm muito o que explicar nessa CPI.
E nós vamos fornecer os documentos.
Ele (Luizinho) mamou nas tetas das privatizações.
Foi ele quem bateu o martelo no leilão
de venda da CSN na sede da Bolsa de Valores
do Rio. Ele vendeu os trabalhadores. Ganhou
muito dinheiro”, lembra o sindicalista,
desafiando Luizinho, da Força Sindical,
e Renato, para um debate. “Onde eles
quiserem. Pode ser na porta da fábrica,
em qualquer lugar. Mas ele sempre correu.
Sempre arrumou uma desculpa”, ironiza.
PROCESSO
Com relação ao fato de Renato
Soares ter afirmado que entrou com um processo
na Vara Cível de Volta Redonda,
na tentativa de impedir a realização
das eleições sindicais em
abril - em entrevista ao jornal Extra de
quarta-feira, os representantes da CUT
não quiseram polemizar. Preferiram
deixar que a Justiça decida.
“
A decisão de anular o processo eleitoral
compete ao juiz. Mas quem tem que escolher
o presidente do sindicato é o trabalhador.
A luta de classe está em curso e
tem que seguir seu curso normal. Não
pode parar”, afirma o vice-presidente
da CUT do Rio de Janeiro, Darby Igayara.
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