| Bordadeiras
em ritmo acelerado de produção
para atender escolas de samba do Rio
BARRA MANSA - A cooperativa de bordadeiras
da cidade, que reúne cerca de duas
mil profissionais, está trabalhando
em ritmo acelerado para cumprir as encomendas
de várias agremiações
carnavalescas. do Rio, São Paulo,
Bahia e Amazonas. Além de adereços
de alas, as bordadeiras produzem fantasias
de pessoas famosas ou de personagens de
destaque das agremiações.
Entre as peças já entregues
a escolas do Rio estão 1,2 mil bastidores
(armações metálicas
com tecidos e plumas), destinados a destaques
de carros alegóricos, mestre-sala,
baianas, entre outros.
Para concluir o bordado, cada profissional
gasta, em média, quatro horas. Descobertas
pelas escolas de samba, elas têm
como clientes agremiações
como o Salgueiro, Mangueira, Viradouro,
no Rio de Janeiro; Vai-Vai, de São
Paulo; Parintins, do Amazonas, além
de blocos de Salvador.
No desfile deste ano, a ala das baianas
da Escola Samba do Salgueiro vai exibir
o trabalho do ateliê de Maria da Conceição Moura. Ela está terminando
100 fantasias, ao custo aproximado de R$ 1 mil, cada.
Com apoio do Governo do Estado as bordadeiras fazem parte do programa Arranjo
Produtivo Local (APL) de Confecção do Sul Fluminense, em que recebem
todo o suporte necessário à produção de fantasias
e artigos para o carnaval. Além do mercado regional, o trabalho das bordadeiras
de Barra Mansa tem agradado a compradores de outros estados e de fora do país.
Artesãs estão bordando, por meio de um contrato fechado por uma
loja do Rio de Janeiro, adereços para o carnaval de Portugal.
A visibilidade da cooperativa é garantida graças à participação
em vários eventos de moda., entre eles o Fashion Rio, que possibilitou
a ampliação da produção local. Os bordados de Barra
Mansa também têm chegado ao exterior.
A história dos bordados no município começou com Jarda Dantas,
hoje com 94 anos. A pioneira nessa arte começou a bordar quando tinha
54 anos e não parou mais, chegando a comandar cerca de 200 bordadeiras.
As artesãs trabalham o ano todo. São trabalhos em jeans, malhas,
alta costura e roupas em geral.
Segundo dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, a indústria
do carnaval movimenta cerca de R$ 1 bilhão em negócios e gera mais
de 300 mil empregos.
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