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Direitos do Cidadão
JUSTIÇA
ESTADUAL
Defensoria
Pública pode atender
a qualquer pessoa com comprovação
de insuficiência financeira
BARRA MANSA - Basta passar pela porta
principal do Fórum em um dia de
atendimento da Defensoria Pública
para se notar o número de pessoas
que buscam, sem nenhum custo, a ajuda
para a regularização de
alguma situação pessoal
junto à Justiça. A procura
se dá por intermédio dos
defensores, de diversos problemas, como
pensão alimentícia, alvarás,
inventários, dívida ativa
com o município, entre muitos
outros casos.
Além do atendimento ao cidadão
comum e de baixa renda, a Defensoria
Pública Cível absorve a
missão de ajudar os pequenos empresários
que necessitam fechar uma empresa, mas
não possuem condições
financeiras de arcar com os gastos jurídicos
no momento da necessidade de fechamento.
Para se efetuar o atendimento, o defensor
realiza um trabalho investigativo a respeito
da situação econômica
da pessoa.
A Constituição define que
para receber um atendimento gratuito
pela Defensoria o interessado precisa
não ter condições
de pagar a um advogado particular. Segundo
a Defensora da Primeira Vara Cível
e da Dívida Ativa da Comarca da
cidade, Letícia Compasso, os serviços
jurídicos gratuitos a pessoas
jurídicas são realizados
nos casos em que o empresário
sofreu falência e não tem
condições financeiras para
pagar os procedimentos legais para fechar
a empresa.
“
Qualquer pessoa para ser atendida passará por
uma triagem de identificação
da sua real situação financeira,
porque há casos em que a pessoa
está com dívida, mas tem
crédito. O Estado me dá autonomia
para decidir quem será atendido.
Nos casos das empresas, percebo uma enorme
facilidade para se abrir um negócio
e uma dificuldade imensa para fechar
as portas nos casos de falências”,
declara a defensora. Compasso explica
que além dos casos de pessoas
jurídicas é crescente a
procura por ajuda de pessoas com problemas
ligados ao Instituto Nacional de Seguridade
Social (INSS).
INSS
De acordo com Letícia, o órgão é uma
autarquia federal e há uma definição
pela Constituição Federal
de que a União será julgada
na Justiça Federal. A defensora
cita a existência de um Juizado
Especial Federal em Volta Redonda, o
qual, segundo ela, é o local apropriado
para a tramitação dos processos
relacionados ao instituto. “A lei
também diz que nas comarcas nas
quais não há Justiça
Federal os casos podem ser julgados pela
Justiça Estadual. Eu também
não deixo de atender às
pessoas que procuram a Defensoria porque
muitos não têm condições
de pagar a passagem daqui a Volta Redonda”,
afirma Letícia. A Defensora informa
que a lei dá ao INSS, nos processos
abertos pela Justiça Estadual,
de todos os prazos em dobro para resposta
de intimações, por isso, é mais
célere o processo tramitar em
um órgão da Justiça
Federal.
DÍVIDA ATIVA
Outra situação que se
eleva em casos são as nas quais
pessoas “desistem de sociedades
empresariais” e não dão
baixa no INSS. Passa-se um período, é descoberto
pelos ex-sócios que a empresa
resultou na inscrição do
seu nome na dívida ativa com a
prefeitura. Devido a isso, a dívida
também se estende ao INSS, impedindo
o ex-microempresário de requerer
qualquer benefício com a autarquia.
“
Muitas pessoas saem de sociedades de
maneira informal. Porque, segundo a lei,
a empresa permanece aberta. E diversas
pessoas entram em uma sociedade sem qualquer
conhecimento das regras básicas
que regem as relações empresariais”,
diz a defensora. De qualquer estabelecimento
comercial é exigida a liberação
de um alvará para o funcionamento
do local. Em muitos casos, os comerciantes
procuram a Defensoria para conseguir
o documento jurídico.
Os inventários nos quais são
feitos os levantamentos de uma determinada
posse familiar lideram o ranking dos
atendimentos realizados pelo órgão.
Um empecilho para a conclusão
do inventário é a existência
de dívida ativa de algum dos envolvidos
com o município. “Nos casos
de dívida ativa, o processo vai
existir até que o cidadão
pague o valor à administração
pública”, afirma Compasso.
Logo após os alvarás e
inventários estão os remédios
e os casos de dívida ativa (IPTU
e ISS) na escala crescente de situações
mais comuns nos atendimentos do órgão
estadual. Em menor proporção
se encontram os processos de indenizações,
locações, ações
possessórias, extinção
de condomínio e busca e apreensão.
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Prefeito é absolvido pelo TRE
de acusação de crime eleitoral
RIO CLARO - O prefeito Didácio
Penna (PMDB) recebeu a absolvição,
dia 9, por unanimidade dos membros do
Tribunal Regional Eleitoral (TRE), da
acusação de crime eleitoral
referente às eleições
de 2004, na qual foi reeleito. O pedido
do Diretório Municipal do PPS
foi de impugnação do mandato
do chefe do Executivo, alegando que ele
teria participado de inaugurações
no período eleitoral.
Caso o partido da oposição
houvesse comprovado a acusação,
o prefeito perderia o mandato por crime
de representação, conforme
determina a Lei 9.504/97, que rege a
corrida aos cargos dos poderes Legislativo
e Executivo. O período destinado à campanha
político-eleitoral vai de 6 de
julho a 3 de outubro, mas impede que
um candidato a cargo eletivo participe
de eventos de inauguração
de obras públicas.
De acordo com a procuradora da prefeitura,
Lúcia Torres, o processo não
recebeu amparo do Ministério Público,
que alegou que o recurso apresentado
pelo partido não tinha força
legal. A procuradora afirma que o julgamento,
realizado na Comarca da cidade, também
teve sentença favorável
ao prefeito. “Ficou caracterizado
um ato de má-fé por parte
dos acusadores. Por que alguém
em pleno período eleitoral deixa
uma acusação dessas para
ser movida após o resultado das
urnas?”, critica Lúcia.
A procuradora revela que foi utilizada
pelo PPS também como constituição
de crime pelo prefeito a inauguração
da Maternidade de Lídice que,
segundo ela, foi anterior ao período
eleitoral. O partido que concorreu às
urnas em oposição ao prefeito
baseou a acusação contra
Didacio com a afirmação
de que o chefe do Executivo teria ido à inauguração
de uma obra em Pouso Seco durante o período
eleitoral.
Segundo Lúcia, foram apresentadas
como prova documental fotos que não
foram aceitas pela Justiça devido à falta
de clareza do local no qual estava o
administrador público, oferecendo,
portanto, insegurança a qualquer
decisão punitiva. “O Ministério
Público, sendo o fiscal da lei,
reconheceu que não existiu infração à legislação
e se manifestou pelo fim do processo
por falta de consistência nas provas”,
declara a procuradora.
Torres revela que o prefeito realmente
esteve no local, mas no período
garantido pela lei, ou seja, durante
a noite. “O Didacio teve um casamento
no dia, e logo após a cerimônia
esteve no local para conferir o estado
da obra. Mas isso não constitui
crime eleitoral”, explica a procuradora.
Processo no TCU
Por outro lado, o ex-prefeito José Carlos
(Carlinhos) está na expectativa,
aguardando o desenrolar dos processos
que se encontram no TCU (Tribunal de
Contas da União), que o acusam
de improbidade administrativa.
| STF
coloca fim ao nepotismo no
Judiciário |
NACIONAL
- Na última sexta-feira,
o Supremo Tribunal Federal
(STF) declarou constitucional
a resolução
do Conselho Nacional de
Justiça que proíbe
os juízes e desembargadores
dos tribunais de realizar
contratações
de parentes em até terceiro
grau e aos cônjuges
para os cargos comissionados
da Justiça.
A moda agora já está rondando
a Câmara Federal, que
pretende colocar em votação
em março uma proposta
de emenda constitucional
(PEC) também proibindo
a contratação
para cargos de comissão
ao Executivo e Legislativo.
A presidência do STF
afirma que caso haja descumprimento
da decisão os envolvidos
no desrespeito à lei
serão punidos com
a abertura de um processo
de improbidade administrativa
que prevê a punição
dos direitos políticos.
A decisão foi tomada
por meio da votação
dos membros do STF com nove
votos contra um para determinar
a demissão de parentes
de juízes e desembargadores
de todo o país. A
mudança na lei fortalece
a atuação do
Conselho Nacional de Justiça
(CNJ), órgão
que tem o poder de fiscalizar
as ações do
Judiciário. O Ministério
da Justiça também
apontou a decisão
fortalecedora do CNJ devido às
funções do
conselho serem planejar,
regular e cuidar para a transparência
do Judiciário.
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PARABÉNS AOS PROFISSIONAIS DO
JUDICIÁRIO
ANIVERSARIANTES DA SEMANA
VOLTA REDONDA
Elaine Soar Neves – 25
Maria Amélia dos Santos Vieira
- 25
Carmem Lúcia de S. Corredo – 27
Maria aparecida Lecádio – 28
BARRA MANSA
Fabrício Rosa Ramos – 24
Lúcio Santos da Silva - 24
Luciane Pascini de Oliveira – 27
RIO DAS FLORES
Consuelo Camargo de Souza – 22
Seila Maria Rodrigues Camargo – 22
Maria Helena dos S. Aníbal – 26
Maria Cristina Vianna Leal – 26
Daniele Ponte Coutinho – 28
RESENDE
Cristina Dolores Duarte Santos – 22
PORTO REAL/QUATIS
Devlin Souza Alves – 22
ITATIAIA
Eduardo Ayres Leal – 25
Idália Fernandes do Patrocínio – 25
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