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HISTÓRIAS E FATOS
José Antônio da Silva Duque

ALERTA DA NATUREZA
(Toronto, Canadá - 1999)

Na convenção para a fundação do Sindicato Internacional de Trabalhadores em Toronto (Canadá), de 1 a 5 de novembro de 1999, que teve a iniciativa da União dos Sindicatos dos Estados Unidos e Canadá (Liuna), apresentamos o seguinte trabalho: Homem... Animal em Extinção...Quem herdará a terra?
Por mais contundentes que sejam essas palavras, não precisamos de bola de cristal para prever que a agressão ao meio ambiente acarretará a destruição da raça humana, um triste legado que estamos deixando às gerações futuras.
Embora sinistro, não queremos que no próximo século a raça humana seja considerada extinta. Como extintos estão os dinossauros e para não ir muito longe no tempo podemos citar no Brasil a ararinha azul e o mico-leão-dourado, em fase crítica de desaparecem.
O homem está depredando a natureza, ignorando os avisos com que ela sinaliza numa cadeia de ação versus reação. Os desastres naturais pouco têm de naturais, como as mudanças climáticas, as enchentes, deslizamentos, aquecimento da calota polar, desmatamento, pragas daninhas, assoreamento dos rios, poluição do solo, do ar, contaminação por resíduos nucleares e resíduos químicos.
A descaracterização vegetal pode afetar o clima da região, provocando a redução das chuvas e posteriormente o aparecimento de desertos e a ocorrência de grandes inundações. A derrubada de florestas pode gerar aquecimento do planeta colaborando para a elevação da temperatura com grandes conseqüências na vida animal e vegetal.
Temos a obrigação de levantar a voz, e darmos um basta a tanta destruição do próprio homem que se considera o rei do universo, e não parte da cadeia de vida de nosso planeta.
O grande exemplo de participação da comunidade foi a criação do Projeto Chico Ruço, em Barra Mansa (onde residimos), voltado para a recuperação do Rio Paraíba do Sul, o rio da integração de três importantes estados (Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro). Esse projeto foi idealizado pelo historiador Allan Carlos Rocha. Continuando, elegemos a questão energética e por extensão ambiental, como ponto central para uma nova política econômica e social.
Não se pode ignorar que as principais pressões de consumo de energia e de destruição do meio ambiente virão, nas primeiras décadas do próximo século, das economias menos desenvolvidas. O país mais pobre é sempre acusado de desproteger suas reservas ambientais e de sofrer com o desenvolvimento global.

RESTA-NOS UMA PERGUNTA
O MEIO AMBIENTE É ASSUNTO SOMENTE PARA OS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS? Será que os mais pobres terão que pagar a conta dos erros que todos nós cometemos? Espero que esse sentimento de todos os presentes de que "Herdarão a Terra os homens de boa vontade, aqueles que souberem agir agora para legarem ao futuro uma bela página da história da Humanidade".

O sindicalista Duque, ladeado pelo presidente, Arthur Coia e diretor internacional Michael D. Boggs (Liuna) e o representante da Itália. Momento em que entregava o Relatório das Atividades do Cafop

CORRESPONDÊNCIAS PARA ESSA COLUNA
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