Voltar   Cloves Alves

ENCONTRO
Aterro sanitário em debate
Prefeitos das cidades interessadas devem se encontrar em abril

RESENDE - O prefeito Silvio de Carvalho (PMDB) e o secretário do Desenvolvimento Urbano, Infra-estrutura e Segurança, Ruy Saldanha, estiveram terça-feira no Rio de Janeiro, em reunião com representantes do Ministério Público Estadual, para discutir os procedimentos visando à implementação do Aterro Sanitário Regional, como determinação do Governo do Estado, mediante fiscalização de todos os órgãos competentes, como a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente.
De acordo com Saldanha, o município pode ser pioneiro no Sul Fluminense a implementar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), com a exploração do crédito de carbono. O projeto do estado envolve 26 prefeituras e no Médio Paraíba as cidades escolhidas para ter um aterro sanitário regional foram Paracambi, Barra Mansa e Resende. “Estivemos no Rio, acompanhando a discussão sobre o aterro de Barra Mansa e informando todos os procedimentos que estão sendo tomados na nossa cidade para a criação do aterro sanitário regional. O Ministério Público Estadual, a Feema, Fundação Cide e todos os órgãos envolvidos no processo acompanham a evolução da prefeitura nesse projeto. Nos foi delegado comportar o lixo das cidades das Agulhas Negras (Itatiaia, Porto Real e Quatis) além de estarmos em negociação com prefeituras de cidades mineiras e paulistas. Queremos explorar a emissão do gás metano no aterro, transformando MDL e captar recursos com a operação do crédito de carbono”, explica o secretário, informando que o aterro sanitário do município recebe aproximadamente duas mil toneladas de lixo mensalmente.
A negociação de crédito de carbono ocorre na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Holanda, Noruega e Suécia, ao valor médio de US$ 9,25 por tonelada. O uso do MDL faz parte das normas firmadas no Protocolo de Kyoto, determinando a redução da emissão dos gases poluentes. Foram criados mecanismos para os países cumprirem a determinação e para evitar prejuízos à economia dos mais desenvolvidos é permitido que eles comprem créditos de outras nações, principalmente as menos desenvolvidas, que possuam projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Esse é o comércio do crédito de carbono, os países que não conseguem atingir suas metas investem em MDL dos países em desenvolvimento. Os países ricos podem comprar créditos de carbono em tonelada de CO2 dos países em desenvolvimento responsáveis pelo MDL. “Resende terá a licença da Feema e todos os procedimentos para sermos inseridos no MDL serão cumpridos e acompanhados de perto pelo Governo do Estado. Será mais uma fonte de recursos para nossa cidade”, finaliza o prefeito Silvio de Carvalho.