| Profissionais
da educação protestam contra
baixos salários em frente à prefeitura
BARRA MANSA - Munidos de faixas, cartazes
e apitos, mais de 100 profissionais de
educação, entre professores
e funcionários administrativos,
protestaram, ontem, em frente ao Centro
Administrativo da prefeitura contra a postura
do governo de se recusar a receber uma
comissão do Sepe (Sindicato Estadual
dos Profissionais de Educação)
para negociar os itens específicos
da pauta da categoria. O ato público
foi decido na assembléia do dia
14, quando mais de 250 profissionais se
reuniram na Câmara Municipal e programaram
uma paralisação de meio período
para ontem.
Com palavras de ordem do tipo Respeito,
Salário e Valorização,
os profissionais denunciaram os baixos
salários, as más condições
de trabalho nas escolas e a política
repressora do governo municipal em ameaçar
o movimento, comunicando o desconto dos
servidores que aderiram às mobilizações.
Na parte da manhã, os profissionais
fizeram uma panfletagem em vários
bairros da cidade e conversaram com a comunidade
escolar sobre a mobilização.
Segundo a maioria dos professores e funcionários
que participou do movimento, os pais entenderam
a posição da categoria e
apoiaram a causa.
De acordo o Sepe, cerca de 70% dos profissionais de educação
aderiram à paralisação de meio período. “A
maior arma que a gente tem contra o desconto é o fortalecimento da categoria.
Contra o autoritarismo, resolvemos com o movimento na rua”, enfatiza
Mariana Caetano, coordenadora regional do Sepe e professora da rede municipal,
lembrando que nem mesmo o ofício da prefeitura enviado às escolas,
avisando sobre o corte de parte do pagamento, conseguiu inibir o movimento.
Durante a mobilização, uma comissão formada por professores,
funcionários administrativos e membros do Sepe foi até ao gabinete
do prefeito tentar uma negociação, em vão. A informação é de
que ele estaria em Brasília.
Um dos diretores do Sepe, Paulo César de Souza, explica que como ninguém
da prefeitura entrou em contato com o sindicato para marcar uma data para negociar,
foi enviado, na última semana, um oficio por parte do Sepe marcando
uma audiência para ontem, às 16 horas.
“
Disseram que o prefeito estaria em Brasília, mas na verdade ele está é fugindo
da responsabilidade. Sabemos que ele tem um escritório no Edifício
Augusto, no Centro, onde faz os despachos e resolve os assuntos da prefeitura.
Mas esse deve ser mais um lugar pago com o dinheiro público”,
dispara Paulo.
Segundo ele, como o prefeito não estava a comissão foi recebida
pelos secretários de Governo, Lucio Teixeira e de Administração,
Fanuel Fernando de Paula Faria. Na reunião, foi dito que não
seriam descontados os dias das paralisações de meio período
e agendada uma audiência com o prefeito para o dia 7 de março.
Depois do encontro, a categoria deliberou em assembléia que até a
data da reunião não haverá mobilizações
mais radicais, apenas a divulgação nas escolas do movimento.
Ficou acertado, ainda, que nesse dia haverá uma nova assembléia
geral, em frente à câmara, na parte da tarde. O horário,
segundo Paulo César de Souza, ainda não foi definido.
“
Caso o prefeito não nos receba no dia 7, não descartamos a possibilidade
de greve”, avisa o diretor do Sepe, responsável pela secretaria
que cuida dos interesses dos aposentados das redes estadual e municipal.
Os profissionais de educação reivindicam reposição
salarial de 65%, referente às perdas salariais dos últimos dez
anos, implantação do Plano de Cargos e Carreira, convocação
dos concursados, incorporação da dupla regência e contrapartida
da prefeitura na contribuição do Fundamp, entre outros.
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