Voltar   Cris Oliveira

Profissionais da educação protestam contra baixos salários em frente à prefeitura

BARRA MANSA - Munidos de faixas, cartazes e apitos, mais de 100 profissionais de educação, entre professores e funcionários administrativos, protestaram, ontem, em frente ao Centro Administrativo da prefeitura contra a postura do governo de se recusar a receber uma comissão do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) para negociar os itens específicos da pauta da categoria. O ato público foi decido na assembléia do dia 14, quando mais de 250 profissionais se reuniram na Câmara Municipal e programaram uma paralisação de meio período para ontem.
Com palavras de ordem do tipo Respeito, Salário e Valorização, os profissionais denunciaram os baixos salários, as más condições de trabalho nas escolas e a política repressora do governo municipal em ameaçar o movimento, comunicando o desconto dos servidores que aderiram às mobilizações.
Na parte da manhã, os profissionais fizeram uma panfletagem em vários bairros da cidade e conversaram com a comunidade escolar sobre a mobilização. Segundo a maioria dos professores e funcionários que participou do movimento, os pais entenderam a posição da categoria e apoiaram a causa.
De acordo o Sepe, cerca de 70% dos profissionais de educação aderiram à paralisação de meio período. “A maior arma que a gente tem contra o desconto é o fortalecimento da categoria. Contra o autoritarismo, resolvemos com o movimento na rua”, enfatiza Mariana Caetano, coordenadora regional do Sepe e professora da rede municipal, lembrando que nem mesmo o ofício da prefeitura enviado às escolas, avisando sobre o corte de parte do pagamento, conseguiu inibir o movimento.
Durante a mobilização, uma comissão formada por professores, funcionários administrativos e membros do Sepe foi até ao gabinete do prefeito tentar uma negociação, em vão. A informação é de que ele estaria em Brasília.
Um dos diretores do Sepe, Paulo César de Souza, explica que como ninguém da prefeitura entrou em contato com o sindicato para marcar uma data para negociar, foi enviado, na última semana, um oficio por parte do Sepe marcando uma audiência para ontem, às 16 horas.
“ Disseram que o prefeito estaria em Brasília, mas na verdade ele está é fugindo da responsabilidade. Sabemos que ele tem um escritório no Edifício Augusto, no Centro, onde faz os despachos e resolve os assuntos da prefeitura. Mas esse deve ser mais um lugar pago com o dinheiro público”, dispara Paulo.
Segundo ele, como o prefeito não estava a comissão foi recebida pelos secretários de Governo, Lucio Teixeira e de Administração, Fanuel Fernando de Paula Faria. Na reunião, foi dito que não seriam descontados os dias das paralisações de meio período e agendada uma audiência com o prefeito para o dia 7 de março.
Depois do encontro, a categoria deliberou em assembléia que até a data da reunião não haverá mobilizações mais radicais, apenas a divulgação nas escolas do movimento. Ficou acertado, ainda, que nesse dia haverá uma nova assembléia geral, em frente à câmara, na parte da tarde. O horário, segundo Paulo César de Souza, ainda não foi definido.
“ Caso o prefeito não nos receba no dia 7, não descartamos a possibilidade de greve”, avisa o diretor do Sepe, responsável pela secretaria que cuida dos interesses dos aposentados das redes estadual e municipal.
Os profissionais de educação reivindicam reposição salarial de 65%, referente às perdas salariais dos últimos dez anos, implantação do Plano de Cargos e Carreira, convocação dos concursados, incorporação da dupla regência e contrapartida da prefeitura na contribuição do Fundamp, entre outros.