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Cidade fantasma
Enquanto os municípios vizinhos investiram alto no carnaval de rua, levando a alegria para toda a população e atraindo a atenção de milhares de visitantes, o prefeito de Barra Mansa inovou e transformou-a em verdadeira cidade fantasma.
Nos três dias de carnaval, o Centro da cidade ficou totalmente vazio, num contraste com Quatis, Porto Real, Resende, Rio Claro e Itatiaia, onde a alegria predominou de ponta a ponta.
Restou ao barramansense ficar encurralado no antigo quartel, sem liberdade para extravasar a sua alegria, mas satisfazendo ao ego do prefeito que, não suportando carnaval, não quer que aqueles que gostem dele participem.
É mais um desserviço que o prefeito pára-quedista presta à população na sua ânsia de mostrar força e poder.
Onde fica a tradição da Barra Mansa carnavalesca? Como fica a história da cidade, que já conviveu com blocos da envergadura do Cana, Clube do Garfo e As Paulas e com escolas de samba que marcaram época, como a Boêmios do Morro, por exemplo?
O prefeito forasteiro não conhece nem respeita as tradições da cidade que o acolheu e fez dele, um simples engenheiro, o seu administrador.
Foi assim com o Clube Municipal e com o Barra Mansa Futebol Clube. Na sua insana administração ele vai acumulando desvarios e somando prejuízos para a população que o elegeu.
O carnaval foi bem um exemplo da inoperância e da incompetência que se encastelaram no governo, mas foi, principalmente, mais um desrespeito que o prefeito comete com a coletividade.