Voltar   Beto Maximiano

AVENIDA ALAGADA
Trânsito está liberado
Depois de uma semana avenida é devolvida ao trânsito

VOLTA REDONDA - Depois de quase uma semana interditado, foi liberado o trânsito no trecho da Avenida Adalberto de Barros Nunes, que passa por baixo das pontes que ligam os bairros Aterrado e Niterói. A área foi interditada pela Defesa Civil depois que o Rio Paraíba transbordou e inundou as ruas. Com a trégua dos temporais, o nível do rio baixou.
A decisão da Defesa Civil de interditar as duas pistas não agradou a alguns motoristas, mas foi necessária, já que a inundação surpreendeu muitas pessoas que insistiam em passar pelo local de carro ou até de carroça. Semana passada, alguns veículos ficaram presos no local e tiveram que solicitar ajuda de outras pessoas. Foi o que aconteceu com o motorista Bruno José da Fonseca, 32 anos. N11a semana passada, ao passar pelo local, ele não imaginava que o alagamento era tamanho. “Pensei que era uma coisa simples, mas quando vi estava agarrado. Não conseguia seguir em frente nem voltar. Foi desesperador”, conta, ressaltando que ontem a passagem foi normal, depois que a água baixou.
Até a semana passada, em conseqüência das fortes chuvas que atingiram a região, o Paraíba transbordou e, com isso várias ruas próximas ao rio ficaram alagadas. A baixa do nível do Rio Paraíba, que estava acima do normal, tranqüilizou não só os técnicos da Defesa Civil, mas também quem reside próximo a ele, como no Barreira Cravo, na Vila Americana e outros bairros. Por causa do temporais constantes, os moradores das localidades ameaçadas temiam que suas residências fossem invadidas pela água do Paraíba que estava com o nível acima do normal. Muitos já acreditavam na repetição da enchente ocorrida na cidade em 2000, quando diversas residências foram destruídas pela água.
Mesmo com a trégua das chuvas, a Defesa Civil de Volta Redonda continua em alerta para qualquer chamada. O órgão não deixou ainda de fazer diariamente o monitoramento e vistorias nos bairros mais atingidos pelos temporais, os considerados áreas de risco, por causa dos desmoronamentos de casas, desabamentos de barrancos e outros problemas.