Uma
flor nas mãos do Criador
Numa conversa informal surgiu o assunto
do Dia Internacional da Mulher. E, é claro,
dentro dele os famosos itens polêmicos.
Será que, para ser livre, a mulher
tem que ser feminista? O que é feminismo?
Segundo o dicionário, é o “sistema
que preconiza a igualdade de direitos entre
a mulher e o homem”.
Que direitos são esses? De tomar
suas próprias decisões? Ter
sua mão-de-obra valorizada, sem
discriminações? Exercer poder
sobre seu próprio corpo? Viver seu
livre-arbítrio? O sentido do feminismo
foi se deturpando, de acordo com as mentes
que o lideravam, surgindo assim os subgrupos.
Com o tempo, o que era para ser libertação
se tornou prisão.
É
impossível lançar um olhar
sobre o século XVIII e não
ficar inconformado com os hábitos
e costumes da mulher “Amélia”,
que era educada para servir aos “homens” de
sua vida. Primeiro ao pai, depois aos irmãos,
ao marido... aos filhos..., chegando aos
netos.
Nada mais justo do que direitos iguais.
O sistema discriminatório tem que
ser abolido. Mas fico perplexo com o rumo
que as reivindicações tomaram.
Sabemos que há países em
que as mulheres vivem no submundo, oprimidas
pelo sistema político e religioso
do local. Porém, no geral, o que
se vê é muito triste e nos
força a pensar nas conseqüências.
Observando de forma generalizada, de serva
dos homens de sua vida a mulher passou
a ser escrava de seu corpo. Colocou-se
como um belo “produto disponível” ao
uso comum. Aceitou ser símbolo sexual.
Perdeu a dimensão da beleza da criação.
Por perder o respeito por si mesma, acabou
desrespeitada. Por não se valorizar
em sua dignidade, permitiu ser vulgarizada
e vulgarizou-se.
Em nome da auto-suficiência, perdeu-se
nos caminhos de sua opção
de vida. Não quer que ninguém
mande nela, mas tem certeza que manda na
vida da criança indesejada. Tem
direito e poder sobre seu corpo, mas desrespeita
o frágil corpo de um ser em formação.
Faz e defende sexo livre e desregrado,
mas cai em depressão por carência
afetiva.
Por não buscar com equilíbrio ”seus
direitos”, a mulher acabou escrava
de seu grito feminista: “Não
apóiem e principalmente não
obedeçam ao sistema patriarcal,
ele escraviza... Para ser livre tem que
ter princípios feministas... Para
ser feminista tem que lutar pelos direitos
da mulher: sim ao aborto, sim ao divórcio...”.
Sinceramente! Para ser livre tem que entregar
sua vida a Cristo! Ele sim liberta dos
sistemas. Ensina a pensar com amor, a não
ter discriminação ou preconceito.
Foi pioneiro nos direitos humanos. Entregou
a vida pela libertação do
homem e da mulher igualmente.
O autor Philip Yancey comenta: "Para
mulheres e outras pessoas oprimidas, Jesus
virou de cabeça para baixo a sabedoria
da sua época. De acordo com o grande
estudioso bíblico Walter Wink, Jesus
violou as morais do seu tempo em todos
os seus encontros com mulheres registrados
nos quatro Evangelhos".
Jesus também desafiou as leis sociais
em relação a ambos os sexos.
Há coisas que nem os séculos
conseguem mudar. O amor não teve
princípio e não terá fim!
Por isso, não se deixe levar por
revoluções passageiras e
humanas.
É
possível ser feliz sendo mulher,
sendo mãe, sendo profissional... É possível
ter paz nos relacionamentos, ter diálogo
com o marido e os filhos. É possível
continuar a luta pelos direitos da mulher
sem faltar com o amor ao próximo.
O que se pode esperar, então, para
a mulher de hoje e de amanhã? O
que justificaria o Dia Internacional da
Mulher, se não houvesse uma luta
consciente? A mulher tem capacidade para
produzir, raciocinar... É empreendedora!
Fazer com que toda mulher seja verdadeiramente
feliz sendo mulher; este é o desafio
que se espera da verdadeira luta feminina.
Ser mulher é e sempre será ser
filha de Deus. É ser colaboradora
na criação. É caminhar
com passos seguros em busca de justiça,
verdade e amor! Acima de tudo o Amor...
Trabalhar pela unidade e igualdade de todos
os povos. Aplaudir as vitórias,
vencendo os limites do coração
e da razão. Ser mulher é ser
um pouco Maria e não Amélia.
Ficar aos pés do sofrimento de Seu
Filho sem deixar de crer. Iniciar uma nova
história, na dor, por amor! Ser
bela e ser discreta. É ser flor
nas mãos do Criador... Ele a coloca
onde quer, onde sabe que sua beleza e perfume
vão envolver a todos que por ali
passarem.
Pe. Jonas Abib
Fundador da comunidade Canção
Nova
(www.cancaonova.com)
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