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Escândalos financeiros
O prefeitinho de Barra Mansa está se caracterizando pelos escândalos financeiros envolvendo a sua desastrosa administração.
Aliada à incompetência, o prefeitinho se afunda em desmandos que o Tribunal de Contas do Estado está prestes a cobrar nas suas contas de 2005, já que as de 2004 já estão com parecer contrário.
Os balancetes encaminhados à câmara mostram que o caricato prefeitinho gastou a bagatela de R$ 2,084 milhões com propaganda no ano passado. Só para ilustrar, o ex-prefeito Luiz Amaral gastou em quatro anos ( 1993 - 1996), também em publicidade, pouco mais de R$ 700 mil.
Com Luiz Amaral existiam a austeridade, a parcimônia no gasto público e a moralidade administrativa. Agora, vale tudo, desde que se projete a administração com propagandas mentirosas pagas a peso de ouro com o nosso dinheiro.
São números que não mentem. A TV Rio Sul, sediada em Resende, levou dos cofres de Barra Mansa R$ 650 mil, em detrimento da TV Sul Fluminense, esta do município, que não levou um centavo. A Intermídia (Peçaduto) levou apenas e simplesmente R$ 750 mil. Para quê? - indagam os contribuintes. Para colocar os galhardetes mentirosos nos postes da cidade, anunciando o IPTU mais barato do Brasil, painéis e propaganda nos ônibus mostrando a “feliz cidade”.
Agrava-se, se levarmos em conta que a confecção dos impressos é paga por fora, isto é, não entra na bolada dos R$ 2,084 milhões.
O contribuinte quer saber quem ficou com a comissão relativa aos R$ 650 mil pagos à TV Rio Sul.
Só em dezembro de 2005 o prefeitinho mão aberta distribuiu R$ 185 mil para a TV Rio Sul; R$ 61 mil para a Intermídia (Peçaduto) e R$ 55 mil para outros jornais, nenhum de Barra Mansa, e rádios da região, totalizando outra bagatela de R$ 301 mil.
Esses dados conseguimos em gabinete de vereador e foram tirados dos balancetes da prefeitura. Significa que os vereadores conhecem os escândalos e, mantendo-se calados, tornam-se coniventes com a falcatrua. Mas, o prefeitinho é corajoso e reduz o duodécimo da câmara e tudo continua no mesmo.
O que os vereadores levam, na verdade, são dois ou três empreguinhos para seus protegidos, miseravelmente pagos pelo prefeitinho. Será que vale a pena essa perigosa conivência?
Os tentáculos dos escândalos se estendem por todos os lados. Há denúncia de que os secretários arrecadam de 3% a 10% dos cargos comissionados, criando um fundo de campanha. Aqueles que contribuem mais generosamente participam de churrasco no antigo quartel militar, na primeira sexta-feira de cada mês e recebem, em recíproca, gratificação extra de até 100%.
Esse dinheiro "espontaneamente" entregue aos secretários vai para alguma conta bancária ou ficam guardados embaixo de algum colchão? As autoridades monetárias precisam saber, pois isso constitui crime de sonegação fiscal, no mínimo.
Pobre Barra Mansa. É caixa dois no gabinete da deputada Inês Pandeló, é achaque no governo municipal, num festival de rachides que faria corar os delúbios da vida.