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pantera cor-de-rosa, com Steve Martin
Crítica de Amanda
Pontes
O técnico da seleção
francesa de futebol é assassinado
com um dardo envenenado em pleno campo,
depois que seu time ganha um importante
jogo. Ninguém tem a menor idéia
de quem poderia ter sido o assassino, já que
a vítima, Yves Gluant, foi atacada
misteriosamente enquanto comemorava cercada
pelos jogadores. Para desvendar esse crime,
o comissário de polícia Dreyfus
convoca o superatrapalhado inspetor Jacques
Clouseau com um plano secreto: enquanto
Clouseau se desdobra para resolver o mistério,
o comissário mantém uma equipe
paralela trabalhando no mesmo caso para
solucioná-lo primeiro, acarretando
a sua premiação com a cobiçada
Medalha de Honra.
Jacques Clouseau conta com a ajuda de um
parceiro, Ponton e da simpática
secretária Nicole em sua empreitada
e sai em busca do criminoso.
O risco de reavivar certos filmes que já se
tornaram clássicos - como é o
caso aqui - é a inevitável
comparação com o original.
No aspecto geral da condução
do filme, a atual versão das aventuras
do inspetor Clouseau acaba tendo um saldo
inferior ao dos originais, dirigidos por
Blake Edwards. Os primeiros filmes da série
tinham um ritmo mais dinâmico, que
parecem ter se perdido aqui. O diretor
Shawn Levy, de filmes medíocres
como Doze é Demais e Recém-Casados,
parece não ter um timing para a
comédia muito aguçado.
Quanto ao personagem principal, Jacques
Clouseau, esse sim, está digno do
original, interpretado por Peter Sellers.
Não de maneira igual, mas imprimindo
certas características que o tornam
mais atual sem perder a sua essência.
Steve Martin (que também co-assina
o roteiro) abusa do humor físico
para manter o ritmo da comédia e
do sotaque altamente forçado, que é inclusive
responsável por umas das mais engraçadas
cenas do filme.
O resto do elenco também está muito
bem. Jean Reno, que interpreta o parceiro
de Jacques Clouseau, Ponton, é outro
notável mérito de A pantera
cor-de-rosa. A dupla de atores (Martin/Reno)
mostra um entrosamento fantástico
em cenas que chegam a beirar o ridículo.
Kevin Kline, que vive o comissário
Dreyfus, está muito bem ao interpretar
um vilão cuja maldade se mostra
sutilmente no decorrer da trama e Emily
Mortimer, que interpreta a secretária
Nicole, fecha a turma dos “bons moços”.
O clássico tema de A pantera cor-de-rosa,
composto por Henry Mancini e conhecido
por quase todo mundo, está sempre
presente no filme, dando o toque característico às
aventuras do inspetor Clouseau. O tema
instrumental é a marca registrada
do nome A pantera cor-de-rosa.
Beyoncé Knowles interpreta a namorada
do técnico assassinado, Xania, que
também é (pasmem!) uma pop
star do mundo da música. A personagem
aparece em poucas cenas, porém suficientes
para mostrar que na categoria “cantora-pop-que-quer-ser-atriz” ela
não é das piores. O nome
de Beyoncé nos créditos deve
ter tido motivos essencialmente comerciais,
já que sua imagem vem se mostrando
cada vez mais como um catalisador de vendas.
No final, como se repete (com alguma variantes)
em todos os filmes de Jacques Clouseau,
o inspetor acaba se dando bem depois de
um árduo caminho de trapalhadas
e desastres. Nada mais apropriado a uma
comédia desse tipo.
Apesar das falhas, é um filme que
causa boas risadas. Para a geração
que conheceu o inspetor Clouseau com outra
cara, no entanto, a versão original
sempre é considerada melhor. Steve
Martin, no entanto, promete ser a nova
cara do famoso personagem.
Gênero: Comédia
Duração: 93 min
Origem: EUA
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Shawn Levy
Roteiro: Len Blum, Steve Martin
Produção: Robert Simonds,
Toby Jaffe, Tom Pollock, Ivan Reitman
Última Atualização: 16 de
Fevereiro de 2006
Elenco: Steve
Martin (inspetor Jacques Clouseau), Beyoncé Knowles (Xania),
Jean Reno (Ponton), William Abadie (Bizie),
Scott Adkins (Jacquard), Kristin Chenoweth
(Cherie), Henry Czerny (Yuri), Thomas Ho
(jogador chinês), Janet Huege (garota
no banheiro do avião), Arnaud Klein
(policial), Kevin Kline (Dreyfuss).
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