| Peixarias
abastecem estoque para Páscoa
BARRA MANSA - Peixarias, supermercados
e feiras livres estão preparados
para a Quaresma, período de 40 dias
que antecede a Páscoa para a Igreja
Católica. É nessa época
que o setor fatura mais com a venda de
peixes e crustáceos. Para isso,
os estabelecimentos já estão
com seus estoques abastecidos e a ordem é diversificar
os produtos. São peixes frescos,
congelados, de água doce, do mar,
e dos mais variados preços. Entre
as espécies mais procuradas nesta época
estão: parati (R$ 3,99, o quilo),
tilápia, (R$ 5,90), corvina ( R$
6,50), peixe porco (R$ 6), tainha (R$ 7,90),
badejo (R$ 28), salmão (R$ 30),
bacalhau dos tipos Saith (R$ 19,90), Porto
(R$ 39,90) e camarão (R$ 14, tamanho
médio, o quilo).
Na opinião dos comerciantes, o movimento
nos estabelecimentos está normal,
mas tende a aumentar na semana que anteceder
a Páscoa. A expectativa é de
que o setor de pescados registre um crescimento
entre 25% e 30% no volume de vendas em
comparação ao mesmo período
do ano passado. O gerente de uma peixaria
do Centro, Francisco de Assis Oliveira,
esperae que na quinta e sexta- feiras santas
o movimento praticamente dobre em relação
aos dias normais de venda. “Aos fins
de semana o movimento cresce, mas a Páscoa é o
período em que mais se fatura. A
procura mesmo começa na Semana Santa.
Dias antes as vendas costumam crescer entre
30% e 40%”, afirma o gerente que
trabalha há mais de 20 anos no ramo,
destacando que a qualidade e a variedade
de espécies disponíveis serão
os diferenciais para agradar o consumidor
na Páscoa.
Segundo ele, a liberação
da pesca de determinadas espécies
de peixes também contribui para
o aumento das vendas, pois indica maior
variedade de produtos ao consumidor. É o
caso da sardinha, muito consumida na Páscoa
por ser de baixo custo. O preço
médio é de R$ 4,99.
“
Mesmo com a permissão da pesca,
o preço da sardinha não baixou.
Tudo indica que na Semana Santa vai aumentar,
porque nós compramos no Ceasa mais
caro e não tem outro jeito a não
ser repassar para o consumidor”,
ressalta o gerente da peixaria do Centro.
Depois do período do defeso, época
em que a pesca é proibida, a comercialização
da sardinha aumentou na região.
Em Angra dos Reis, principal fornecedor
para o mercado local, a pesca esteve interrompida
por quatro meses para a reprodução
dos peixes e preservação
da espécie. Não houve nenhuma
apreensão ilegal durante esse período.
Isso mostra a conscientização
dos pescadores e a visão comercial
da classe. A estimativa é de que
a produção de sardinha aumente
30% neste ano em relação
a 2005. No entanto, a pesca de cinco espécies
de camarão está proibida
até o mês de junho. Esta é uma
determinação do Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e quem
desrespeitá-la está sujeito
a multa de R$ 100 mil e R$ 10 por cada
quilo apreendido.
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