Comissão
do Sepe e Faetec se reúnem com secretário
estadual de governo
SUL FLUMINENSE - A paralisação
realizada pelos profissionais da rede estadual
de ensino no dia 8 parece ter convencido
o Governo do Estado da necessidade de uma
negociação com a categoria
acerca do reajuste salarial. Ontem, pela
manhã, a comissão de greve
formada por profissionais da Faetec e outra
formada por membros e filiados do Sepe
se reuniram com o secretário estadual
de Governo, Fernando de Souza (Pezão).
Segundo o sindicato, o secretário
foi quem convocou a audiência, após
a última paralisação
e tendo em vista a continuidade do movimento
esta semana. A direção do
Sepe afirma que o secretário se
comprometeu de agendar um novo encontro
entre representantes da Faetec, do Sepe
e o secretário estadual de Educação,
Cláudio Mendonça, para a
próxima segunda-feira.
“
O secretário foi muito gentil, falou
de quando foi prefeito, mas disse que não
estava autorizado a negociar com a categoria,
recebeu apenas para atender a um pedido
do presidente da Alerj, Jorge Picciane”,
detalha a diretora do Sepe, núcleo
de Volta Redonda, Maria das Dores Mota.
Segundo ela, o fato de não ter havido
nenhuma negociação mostra
a intransigência do governo estadual. “Era
esperado que no mínimo as negociações
fossem abertas para que o governo desse
uma satisfação. A nossa expectativa
era de que se começasse a discutir
a pauta, mas não avançou”,
lamenta Dodora, ressaltando que a categoria
está em estado de greve e ameaça
entrar em greve a qualquer momento.
A Faetec já está em greve
e tudo aponta para uma greve também
da rede estadual de ensino. Na assembléia
do dia 8 compareceram cerca de 1.000 profissionais
da educação.
Segundo o Sepe, na rede estadual em Volta
Redonda 5% das escolas aderiram ao movimento
e em muitas escolas os professores estão
fazendo reunião com os pais dos
alunos. No município de Valença,
a adesão chegou a 70%. Em Caxias
e Niterói, 20% das escolas pararam.
Em Piraí, a maior escola estadual,
a Ceamtec, aponta para uma possível
adesão à greve.
Amanhã, os profissionais se reúnem
em assembléia geral às 14
horas, na Tijuca, no Rio, para fazer uma
avaliação. Tudo indica que
poderá ser votada a greve.
Os núcleos regionais do Sepe colocaram à disposição
dos profissionais e filiados meios de transporte
para que a classe compareça em peso à assembléia.
De Volta Redonda, por exemplo, partem duas
vans. Cerca de 30 pessoas participarão
do encontro.
A categoria reivindica um reajuste emergencial,
já que há mais de dez anos
os profissionais da educação
não recebem reajuste salarial. O índice
reivindicado é de 34%. O piso salarial
do professor estadual é de R$ 431;
o do funcionário administrativo é de
um salário mínimo.
Na rede estadual trabalham cerca de 120
mil professores, merendeiras, serventes
e pessoal de portaria e secretaria.
|